Três suplementos inibidores da miostatina

É provável que o aminoácido Leucina, o HMB e a Creatina exerçam os seus efeitos promotores do anabolismo muscular através de efeitos inibidores da miostatina, a proteína que limita o crescimento das células musculares e que também pode provocar a sua atrofia.

Cientistas moleculares da Auburn University, nos EUA, escreveram acerca disso no Journal of the International Society of Sports Nutrition. Esses investigadores realizaram estudos in-vitro, no decorrer dos quais testaram os efeitos que a Leucina, o HMB e o Monohidrato de Creatina têm nas células musculares.

As células musculares desaceleram o seu próprio crescimento através da produção de uma proteína chamada miostatina. Ao desactivar mais ou menos essa proteína, é possível ganhar mais massa muscular e também mais força.

É por esse motivo que cientistas de todo o mundo estão a pesquisar substâncias que possam atuar no sentido de inibir a miostatina.

A maioria das investigações têm vindo a ser realizadas por farmacologistas, mas também já foram publicados alguns estudos que analisaram os efeitos que os diferentes estilos de vida e de vários suplementos têm na síntese de miostatina.

Como exemplo, uma investigação realizada há 5 anos atrás, por investigadores iranianos, revelou que estes foram capazes de reduzir a produção de miostatina em atletas de força, através da administração de um suplemento de creatina.

Neste estudo, os investigadores expuseram células musculares jovens (C2C12) à miostatina e a três suplementos de musculação bem estudados e conhecidos: A Creatina (CrM), a Leucina e o HMB.

Três suplementos inibidores da miostatina

Como resultado da exposição à miostatina, as células musculares reduziram a sua produção de MyoD, mas a presença de Leucina, de HMB e de Creatina corrigiram e compensaram isso. A MyoD é uma molécula de sinalização anabólica que está envolvida no crescimento das fibras musculares. Ela permite que as células satélite se possam ligar às fibras musculares.

Os três suplementos; A Leucina, o HMB e especialmente a Creatina, estimularam a atividade do gene Akirin-1 nas células musculares. Este gene sabota o funcionamento da miostatina.

Em termos de resultados, as células musculares formaram fibras musculares, mas a presença da miostatina inibiu o processo. A Leucina, o HMB e a Creatina reduziram esse efeito inibidor e esse efeito está estreitamente correlacionado com a atividade do gene Akirin-1.

Uma vez que os investigadores pretendiam determinar com um grau de certeza elevado se o gene Akirin-1 é crucial ou não para o crescimento muscular, os investigadores realizaram outra experiência. Desta vez eles desactivaram o gene Akirin-1 usando s-RNA.

A figura abaixo mostra que nas células musculares em que isto aconteceu, foi produzido um número mais reduzido de fibras musculares do que nas células musculares em que o gene Akirin-1 ainda se encontrava ativo.miostatina

Os investigadores concluíram:

Nós demonstramos que a Leucina, o HMB e o Monohidrato de Creatina revertem a atrofia induzida pela miostatina em miotubos. Isto resulta, potencialmente, da ação independente de cada ingrediente na expressão mRNA do gene Akirin-1.

Para além disso, as nossas descobertas sugerem que, apesar dos tratamentos de miostatina, o tratamento com creatina aumenta a expressão do mRNA Akirin-1 que conduz a um efeito hipertrófico claramente independente da síntese de proteína muscular.

Futuros estudos in vivo deverão continuar a examinar a forma como a Leucina, o HMB e/ou o Monohidrato de Creatina afetam a expressão do gene Akirin-1, de forma independente ou sinergística.

Por isso, os investigadores questionam-se se a creatina, a leucina e o HMB podem actuar de forma sinergística e reforçar os efeitos de cada um deles ao nível da inibição da miostatina. Esta ideia torna-se mais plausível se tivermos em conta as evidências de que a Leucina e o HMB provavelmente estimulam o crescimento muscular através de mecanismos diferentes.

Referência!

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