Tratamento de calor aumenta o efeito anabólico do treino de musculação

Ainda não temos a certeza de que forma é que os atletas de musculação e de força podem aplicar o princípio acerca do qual os cientistas japoneses escreveram no “Journal of Physiological Sciences”.

O equipamento que os cientistas usaram para melhorar os processos anabólicos nos músculos no pós-treino ainda não está disponível. Pelo menos não nos locais em que os cidadãos comuns fazem as suas compras. Ou poderão as lâmpadas de infravermelhos ser uma alternativa?

O tratamento por calor, ou stress térmico, tem um efeito anabólico leve. O treino de musculação também tem um efeito anabólico. Assim sendo, será que os dois se reforçam mutuamente? Os investigadores japoneses organizaram uma experiência para responder à pergunta, usando 8 homens jovens com uma idade média de 22 anos. Os homens eram fisicamente activos, mas não treinavam com pesos.

Durante a experiência, os homens treinaram os seus músculos das pernas usando uma máquina de extensões de pernas, executando quatro séries de seis repetições. Os homens descansaram durante 2 minutos entre as séries. Os investigadores retiraram pequenas quantidades de células musculares dos músculos das pernas do voluntários antes, imediatamente após e 60 minutos após o mini-treino, e mediram a actividade das moléculas sinalizadoras anabólicas nas células.

Sinalização do mTor

Numa ocasião, os homens só fizeram o treino de pernas. [RE] Noutra ocasião os investigadores colocaram uma unidade de terapia de microondas 15 cm acima da perna dos voluntários. [HRE] Eles usaram o “Microtizer MT-SDi” produzidos pela Minato Médica. Isto foi usado para aquecer os músculos dos voluntários, começando 20 minutos antes do início da sessão de treino e continuando durante a sessão. A temperatura do músculo foi 8,9 graus Celsius mais elevada que o normal. O procedimento está descrito num artigo publicado no Journal of Sports Science and Medicine em 2008.

O treino com os músculos quentes impulsionou a actividade da Akt, mTOR, S6 e 4E-BP1 após o treino de força.

Tabela 1
Tabela 2
Tabela 3
Tabela 4

O tratamento térmico não teve efeito nos níveis de AMPK, S6K1, eEF2, ERK1 / 2 ou p38.

Os investigadores especulam que o tratamento de calor activa as moléculas reguladoras anabólicas chave, Akt, que inicia uma série de reacções na célula muscular.

Os investigadores japoneses concluíram:

Apesar de esperarmos que o exercício resistido com o stress de calor venha a ser uma ferramenta útil para manter e aumentar a massa muscular, futuros estudos devem-se concentrar na regulação das moléculas de sinalização mTOR e no rácio de síntese protéica no músculo-esquelético humano.

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