Quais os sintomas das deficiências de vitaminas e minerais?

Sintomas das deficiências de vitaminas e mineraisO ser humano requer uma variedade de vitaminas e minerais para o normal funcionamento do seu metabolismo e manutenção dos seus tecidos corporais.

Se por um lado a ingestão excessiva de micronutrientes pode ser prejudicial, a deficiência de vitaminas ou minerais também pode ter consequências séries para a saúde e neste artigo indicamos os possíveis sintomas.

Vitaminas lipossolúveis

Vitamina A (800 μg*): Cegueira noturna, xeroftalmia, cegueira, metaplasia escamosa, maior vulnerabilidade a infecções, particularmente sarampo; Maior risco de diarreia.

Vitamina D (5 μg): Raquitismo (em crianças); Osteomalacia; Osteoporose; Osteoartrite; Fraqueza muscular; Dores musculares; Esquizofrenia; Depressão; Esquizofrenia; Aumento do risco de: infeções do trato respiratório superior, asma, doenças autoimunes (diabetes mellitus tipo 1 e doença de Chron), hipertensão arterial, doença cardiovascular, cancro (mama, cólon, próstata, pâncreas, etc).

Vitamina E (12 μg): Degeneração espinocerebelar, neuropatia periférica, ataxia, miopatia esquelética, retinopatia e comprometimento da resposta imune.

Vitamina K (75 μg): Sangramento e hemorragias espontâneas, osteoporose.

*DDR: Dose Diária Recomendada

Vitaminas hidrossolúveis

Vitamina B1 (1,1 μg): Beribéri seco ou húmido, síndrome de Wernicke-Korsakoff, perda de peso e anorexia, confusão, perda da memória de curta duração, perturbações mentais, fraqueza muscular, sintomas cardiovasculares (coração hipertrofiado)

Vitamina B2 (1,4 μg): Problemas cutâneos incluindo dermatite, queilose (lábios inchados e com fissuras), estomatite angular (lesões nos cantos da boca), glossite (inflamação da língua), dor de garganta, hiperemia (excesso de sangue) e edema da boca e da garganta, vascularização da córnea, anormalidades endócrinas (insuficiência de hormona da tireóide), perda de cabelo, problemas reprodutivos, coceira, olhos vermelhos, degeneração do fígado e do sistema nervoso. Anemia e cataratas em caso de deficiência severa e prolongada.

Niacina (16 mg): Pelagra – os três D: demência, dermatite, diarreia.

Vitamina B6 (1,4 mg): Anemia microcítica, anormalidades eletroencefalográficas, dermatite com queilose, estomatite, glossite, neuropatia periférica, depressão, confusão, sistema imunológico enfraquecido.

Vitamina B12 (2,6 μg): Anemia megaloblástica, Degeneração dos tratos posterolaterais da medula espinhal, fadiga, fraqueza, obstipação, perda de apetite e perda de peso. Sintomas adicionais incluem dificuldade em manter o equilíbrio, depressão, confusão, demência, pouca capacidade de memorização e dor na boca ou na língua. Também podem ocorrer alterações neurológicas como dormência e formigueiro nas mãos e pés. Adicionalmente, na infância podem ocorrer falhas de crescimento, atrasos no desenvolvimento e distúrbios do movimento.

Vitamina C (80 mg): Escorbuto, petéquias, equimoses, púrpura, dor nas articulações, deficiente cicatrização de feridas, hiperqueratose, cabelo “saca-rolhas”; Anemia por deficiência de ferro devido a sangramento e diminuição da absorção de ferro não heme. Doenças ósseas (nas crianças).

Ácido fólico (200 μg): Anemia megaloblástia*, defeitos dos tubos neurais. Também podem ocorrer dor e ulcerações rasas na língua e mucosa oral; mudanças na pigmentação da pele, cabelo ou unhas; Níveis elevadas de homocisteína no sangue.

*Os sintomas da anemia megaloblástica incluem fraqueza, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, dor de cabeça, palpitações cardíacas e falta de ar.

Minerais

Zinco (10 mg): Erupção ao redor dos olhos, boca nariz, ânus chamada de acrodermatite enteropática; Anorexia e diarreia; Retardo do crescimento em crianças; Função mental deprimida; Cicatrização de feridas e resposta imunológica deficientes; Visão noturna deficiente; Infertilidade.

Magnésio (375 mg): Os sinais iniciais de deficiência incluem perda de apetite, náuseas, vómitos, fadiga e fraqueza. Posteriormente, pode ocorrer entorpecimento, formigueiros, contrações musculares e cólicas, convulsões, mudanças de personalidade, ritmos cardíacos anormais e espasmos coronarianos. A deficiência grave pode resultar em hipocalcemia ou hipocalemia (níveis séricos baixos de cálcio ou potássio, respectivamente).

Ferro (14 mg): Anemia microcítica hipocrômica. Os déficits funcionais associados à anemia incluem distúrbios gastrointestinais e comprometimento da função cognitiva, função imunológica, performance no exercício ou no trabalho e da regulação da temperatura corporal. Anormalidades psicomotoras, cognitivas e dificuldades de aprendizagem em lactentes e crianças.

Iodo (150 μg): Bócio, hipotireoidismo (que pode conduzir à redução da capacidade mental e menor produtividade no trabalho). A deficiência crônica associa-se a um risco aumentado de cancro da tireóide. Em lactentes e crianças, a deficiência de iodo menos grave também pode causar déficits de desenvolvimento neurológico, como uma inteligência um pouco menor do que a média, bem como um maior risco transtorno de déficit de atenção e de hiperatividade.

Selénio (55 μg): Miocardiopatia (doença de Keshan). A sua deficiência também se associa à infertilidade masculina e à doença de Kashin-Beck, um tipo de osteoartrite.

Cobre (1 mg): Fraqueza muscular; Defeitos neurológicos; Ligação cruzada anormal do colagéneo.

Nota final

Caso suspeite de alguma deficiência de vitaminas e/ou minerais, sugerimos vivamente que consulte um nutricionista e/ou um médico, de forma a poder receber o acompanhamento mais adequado.

Clique para mostrar/ocultar as referências

  1. Shenkin A. The key role of micronutrients. Clinical nutrition (Edinburgh, Scotland). 2006; 25(1):1-13.
  2. Vinay Kumar AKA, Jon C. Aster. Robbins patologia básica. 9th ed.  Rio de Janeiro: Elsevier; 2013.
  3. NIH – National Institutes of Health – Office of Dietary Supplements. U.S: Department of Health & Human Services. [citado em: 04/09/2017]. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/.
  4. Holick MF, Chen TC. Vitamin D deficiency: a worldwide problem with health consequences. The American Journal of Clinical Nutrition. 2008; 87(4):1080S-86S.
  5. Decreto-Lei nº54-2010 de 28 de Maio. [citado em: 05/09/2017].

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