Quanto açúcar têm as frutas silvestres?

Vejo muitas vezes afirmações de que os frutos silvestres têm menos açúcar que as variedades cultivadas/domesticadas. Essas afirmações devem parecer razoáveis para aqueles que as afirmam, mas o que nos mostram as evidências?

Em “Australian Aboriginal plant foods: a consideration of their nutritional composition and health implications“, Brand-Miller e Holt analisaram o conteúdo de carboidratos das frutas silvestres consumidas pelos aborígenes australianos e relataram o seguinte:

A análise de nutrientes média de todas as frutas AA dissecadas  [Aborígene Australiano]  na Tabela 1 (n = 7) mostram que eles são ricos em carboidratos (59%, contra 65% em sultanas e passas cultivadas), e contêm quantidades moderadas de proteína (8%) e gordura (4%), dependendo do estado de dissecação.

Também escreveram:

A composição média dos nutrientes de todas as amostras de frutos analisados ​​(n = 334) é mostrada na Tabela 1 (macronutrientes) e Quadro 2 (micronutrientes). Á primeira vista, parecem ter uma quantidade um pouco mais elevada de proteína (2 contra 1%) e de gordura (1 v. 0%) em comparação com a média de 17 tipos de frutas ocidentais cultivadas. Essas pequenas diferenças podem ser explicadas em grande parte, pelo menor teor de água dos alimentos silvestres (72 versus 85% dos alimentos cultivados).

As frutas nativas também parecem ser duas vezes mais ricas tanto em carboidratos (21 contra 9%) como em fibras (8 contra 3%). No entanto, porque os métodos utilizados não são ideais (veja acima), o número de carbohidrato é provavelmente uma sobre-estimativa e a fibra uma sub-estimativa.

Assim sendo, as análises mostram que numa primeira comparação, os frutos selvagens, possuem o mesmo teor de açúcar das variedades cultivadas, e numa segunda comparação, contêm pelo menos tanto açúcar, provavelmente mais, e até o dobro, do que as cultivadas. Nenhuma análise mostrou que as frutas nativas contêm significativamente menos carboidratos.

Referência!

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