Os suplementos de arginina têm um efeito anabólico nos powerlifters

É possível que os praticantes de musculação e powerlifters obtenham mais progressos com um suplemento de L-arginina.

Isto de acordo com um estudo polaco publicado no “Journal of Strength & Conditioning Research”, que afirma que, doses elevadas deste aminoácido, aumentam a produção de IGF-1 e de hormona de crescimento.

Os suplementos mais populares que contêm L-arginina e os seus análogos ou precursores, são os potenciadores de óxido nítrico (volumizadores). Se ingerir 10 g de L-arginina ou um precursor por dia, podem muito bem funcionar.

Essa é a dose que os investigadores polacos administraram a 9 powerlifters com idades entre os 18 e 33 durante 3 semanas. Para sermos precisos, os voluntários ingeriram 3 g de L-arginina, 2,2 g de L-ornitina e a extraordinária dose de 12 mg de vitamina B12 duas vezes ao dia. A ornitina é um precursor da arginina. Um grupo de controlo composto por 8 atletas, tomou um placebo.

Os polacos colocaram os powerlifters a realizar apenas algumas séries nas 3 semanas que duraram o estudo. Os atletas executaram os movimentos de supino, agachamento e peso morto. Em cada exercício realizaram 5-8 séries de 1-3 reps. A carga foi de 90-120% do peso com o qual podiam apenas realizar 1 rep (1RM).

Durante as 3 semanas que duraram o estudo, a concentração de hormona de crescimento aumentou nos atletas que tomaram arginina. Isso não é surpreendente. A arginina é um factor limitante na produção de hormona de crescimento. Se as pessoas ingerirem mais arginina, produzem também mais hormona de crescimento.

Tabela 1

No grupo da arginina, a concentração IGF-1 também subiu, mas por menos.

Tabela 2

O suplemento teve pouco impacto na proteína de ligação IGFBP-3, e não teve qualquer efeito nos níveis de cortisol e testosterona. O suplemento teve apenas  um efeito muito ligeiro nos marcadores de danos musculares como o ácido láctico [LA] e o ácido láctico dehydrogenase [LDH].

Isto pode acontecer devido ao facto de o volume de treino dos powerlifters do estudo ter sido tão baixo. Se tivessem aumentado o volume, talvez o suplemento pudesse ter tido alguma influência nesse aspecto.

Tabela 3

Os efeitos positivos nos níveis de hormona de crescimento e IGF-1, em teoria, deveriam ser suficientes para promover uma ligeira recomposição corporal. Mas é difícil dizer, a partir deste estudo, se a suplementação com L-arginina realmente resultou em aumento de força e massa muscular.

Já agora, a indústria dos suplementos não afirma que os potenciadores de óxido nítrico aumentam o tamanho e força devido aos factores de crescimento que fornecem. A indústria afirma que a L-arginina é convertida em monóxido de nitrogénio, NO. E o NO supostamente potencia o processo anabólico nas células musculares.

Referência!

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