Obtenha melhores resultados com 3 gramas de L-arginina por dia

Administre a atletas de força apenas 3 g L-arginina por dia, e eles irão obter mais progressos em todas as frentes do que os atletas que não tomam este aminoácido.

Um estudo brasileiro de 2007, publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, chegou a esta conclusão.

Quando se trata de aminoácidos, a arginina é tão interessante como a leucina. As células musculares usam-na como matéria-prima para a produção de monóxido de nitrogénio (ou óxido nítrico).

Cerca de 2-3 horas após o início de uma sessão de treino de musculação, as células musculares ativam vários factores de crescimento via óxido nítrico, e estes por sua vez, ativam células embrionárias para estas transformarem em novas células musculares. Após 24 horas as células embrionárias começam a desenvolver-se. Em teoria, se aumentar a sua produção de óxido nítrico neste período, irá desenvolver-se mais rapidamente.

Os brasileiros fizeram uma experiência com 20 adolescentes do sexo masculino, com idades entre os 17 e 19 anos. Os voluntários treinaram as pernas durante 8 semanas. Foram ao ginásio três vezes por semana, onde fizeram três séries de cada exercício com pesos de 70 por cento da sua 1RM ( 1 repetição máxima). O artigo não refere nada acerca do programa de treino que foi aplicado. Um ponto perdido aqui.

Metade dos voluntários recebeu 1 grama de vitamina C por dia: e esses representaram o grupo placebo. A outra metade recebeu 1 g de vitamina C e 3 gramas de L-arginina: representando o grupo experimental. O artigo não refere nada acerca da hora do dia em que os voluntários ingeriram os aminoácidos, e de que forma os tomaram. Outro ponto perdido.

Após as 8 semanas, o percentual de gordura do grupo de controlo  tinha permanecido quase idêntico. Por outro lado, o percentual de gordura do grupo que ingeriu arginina, diminuiu de 9,5 para 8,7 por cento.

arginina gordura
Figura 1: Percentagem de gordura do grupo que tomou arginina.
arginina gordura
Figura 2: Percentagem de gordura do grupo que tomou o placebo.

A massa corporal magra – incluindo a massa muscular – teve um aumento de 1,4 kg no grupo da arginina.  Não houve praticamente nenhuma mudança no grupo de controlo.

arginina massa magra
Figura 3: Aumento da massa corporal magra no grupo da arginina.

Abaixo poderá o desenvolvimento da força máxima dos utilizadores da arginina nos exercícios extensão de pernas e na flexão de pernas. Houve um aumento significativo de força em ambos os exercícios. Os atletas do grupo de controlo tiveram resultados menos encorajadores. Na verdade, a força no exercício extensão de pernas diminuiu um pouco.

arginina ganho de força
Figura 3: Nível de força das pernas, antes de após a suplementação com arginina.

É estranho que o grupo de controlo tenha reagido tão mal. A explicação dos investigadores é que “o programa de treino realizado durante o período do estudo já havia sido aplicado aos atletas por um período prévio de 12 semanas, totalizando, portanto, um período de 20 semanas sem alteração da frequência, intensidade e/ou alteração do volume de treino”. Mas no artigo não descreveram o local onde realizaram as 12 semanas de treino. Mais um ponto perdido aqui.

A falta de clareza metodológica será provavelmente o motivo pelo qual este artigo não foi publicado numa revista científica reconhecida e posteriormente arquivada no banco de dados PubMed. Mas isso não torna o estudo menos fascinante para nós.

Segundo os brasileiros, a L-arginina funciona:

 “Consideramos que o aumento da massa muscular obtida é importante, que pode realmente fornecer uma indicação de uso da arginina não só em programas de acondicionamento físico, mas também em programas de reabilitação, onde o aumento da massa muscular se torna uma prioridade.”

Referência!

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