O treino com pesos protege contra o Parkinson

Os fanáticos do fitness, powerlifters e culturistas, treinam quase todos os dias no ginásio, e durante os seus treinos, acabam por levantar literalmente toneladas de peso.

Este trabalho duro é bom para os seus cérebros, isto segundo um estudo realizado por epidemiologistas americanos do “National Institute of Environmental Health Sciences”, que foi publicado em “Neurology”.

O estudo mostra que a realização de treino físico pesado oferece protecção contra a doença de Parkinson.

A incidência do Parkinson, uma doença em que as células do cérebro vão morrendo à medida que as células que produzem dopamina deixam de funcionar, aumenta à medida que a população vai envelhecendo.

Os responsáveis públicos da saúde pretendem manter estes valores baixos e estão portanto à procura de factores de estilo de vida que possam reduzir a incidência da doença. O mais óbvio é o exercício físico, por isso, os investigadores analisaram os dados de quase um quarto de um milhão de americanos com idades entre os 50 e 71.

Os dados foram recolhidos durante o estudo “NIH-AARP Diet and Health Study”. Os investigadores sabiam quão activos os participantes tinham sido durante os últimos dez anos.

Eles descobriram que os participantes que entre os seus 35 e 39 anos tinham realizado exercício moderado ou pesado durante pelo menos 7 horas por semana, tinham 40% menos probabilidades de vir a desenvolver a doença de Parkinson dos que os participantes que tinham realizado pouco exercício.

O mesmo foi verdade para os participantes que se tinham exercitado durante sete horas por semana nas últimos dez anos.

Os investigadores não deram nenhuma verdadeira explicação para a forma como o exercício pesado protege contra a doença de Parkinson, mas apontam alguns mecanismos prováveis que foram observados em estudos realizados em animais.

E escreveram:

“O exercício forçado induziu a secreção de factores neurotróficos que podem por sua vez contribuir para a neuroplasticidade e sobrevivência de neurónios produtores de dopamina.

Para além disso, o exercício o transportados de dopamina e decresce o rácio do transportador vesicular de monoamina.

Isto pode reduzir a reciclagem de dopamina citolosica e a susceptibilidade de neurónios dopaminergénicos para neurotoxicantes.”

Referência!

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