O que é a fome oculta?

A fome oculta, também referida como deficiência marginal, é uma carência não explícita (não aparente) de um ou mais micro nutrientes no organismo, sendo atualmente identificada como o problema nutricional mais prevalente no mundo. Neste estado, os stocks de vitaminas e minerais diminuem silenciosamente, sem apresentar sinais nem sintomas, os quais, só ficam evidentes, quando já está instalado o estágio mais grave da deficiência.

A síndrome da fome oculta ocorre pela perda de nutrientes armazenados no organismo, perda essa causada pela má alimentação de indivíduos. Não há sintoma no primeiro estágio, pois a síndrome não compromete o rendimento corpóreo. Posteriormente começam a aparecer sintomas como contracção dos músculos, cãibras, irritação, fraqueza, exaustão, cansaço, sangramento vaginal, queda de cabelo e outros.

A síndrome manifesta-se principalmente em pessoas que fazem dietas alimentares rigorosas, em pessoas que fazem exercício físico e em obesos. Tais pessoas cortam consideravelmente algum grupo alimentar com a intenção de perder peso, provocando assim a carência de determinados nutrientes.

De difícil diagnóstico, a síndrome da fome oculta é bastante confundida com outros transtornos alimentares como compulsão alimentar, já que o indivíduo come e ainda sente necessidade de comer, e a anorexia e desnutrição, já que os alimentos consumidos não possuem a quantidade necessária de vitaminas e sais minerais.

Refeições com pouca variedade de alimentos e com excesso de gorduras, sal e açúcares, podem nos levar a um estado de saúde extremamente contraditório: obesidade (ou até mesmo peso saudável) aliada à carência de nutrientes essenciais ao perfeito funcionamento de nosso corpo. Este costuma ser o quadro da “Fome Oculta” que não faz distinção de classe social, renda ou grau de escolaridade.

Uma em cada quatro pessoas no mundo sofre de “Fome Oculta”.

Em geral, a “Fome oculta” é lenta e silenciosa e não apresenta sintomas aparentes a curto prazo. Entretanto, a médio e longo prazos, aumentam os riscos para desenvolver doenças como osteoporose, câncer, diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e envelhecimento precoce. O stress, a poluição e o estilo de vida das grandes metrópoles também aumentam o consumo de nutrientes.

Além dos macro-nutrientes presentes nos alimentos (carboidratos, gorduras e proteínas), necessitamos também de micro nutrientes (vitaminas e sais minerais) que participam de várias reacções químicas em nosso “laboratório interno”.

Se esses micro-nutrientes não estiverem sendo oferecidos diariamente em quantidades adequadas através da alimentação, o nosso “laboratório” não funcionará de forma eficiente e as reacções químicas que nosso corpo precisa de realizar ficarão comprometidas. Essas reacções envolvem desde a respiração, a transformação do alimento em energia, a absorção dos nutrientes pelas células até a eliminação, pela urina e fezes, do que não precisamos.

As nossas necessidades vão além da energia que os alimentos contêm, precisamos de nutrientes e compostos bio-activos que previnem doenças! É a nutrição básica a evoluir para a alimentação funcional.

Por exemplo, durante a actividade física, nosso gasto energético aumenta, passamos a produzir mais radicais livres devido ao aumento do consumo de oxigénio e, consequentemente, nosso corpo irá precisar de mais vitaminas e minerais para funcionar em equilíbrio e combater os radicais livres.
Os principais minerais consumidos durante a actividade física são: ferro, magnésio, sódio, potássio e cálcio, além de vitaminas. Sem eles, o corpo não consegue dar conta de todas as suas funções em perfeita harmonia.

Quais são os sintomas?

Os sintomas na maioria das vezes somente são percebidos a longo prazo, alguns deles:

  • Dores musculares: o indivíduo que pratica atividade física ou até mesmo atividades diárias mas não repõe os nutrientes perdidos;
  • Fraqueza, cansaço e indisposição;
  • Dificuldade de concentração;
  • Maior vulnerabilidade a infecções: queda do sistema imunológico.

Como prevenir?

A prevenção da “Fome Oculta” deve ser a alimentação variada, colorida e balanceada, rica em temperos naturais, leguminosas, oleaginosas (nozes, castanhas), cereais integrais, sementes (girassol, gergelim, linhaça), frutas e hortaliças. O foco principal das escolhas alimentares deve ser os nutrientes e os fotoquímicos que os alimentos contêm, adaptados à necessidade orgânica de cada indivíduo.

Através da “Nutrição Inteligente” podemos também nos adaptar melhor às mudanças fisiológicas que ocorrem em nosso corpo com o decorrer da idade.
Assim como os excessos fazem mal a saúde, a escassez também geram problemas sérios a saúde.

Atitudes e escolhas saudáveis só fazem bem a saúde! Evite o consumo de alimentos industrializados e emlatados, excesso de sal, gordura e açúcar. E opte por alimentos “in natura”. Pratique uma actividade física e tenha prazer em viver!

Prática de musculação baseada em evidência científica. Siga-nos através das redes sociais.

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