Low carbs + treino intenso = queda dos níveis de testosterona

Atletas treinados que a) façam ciclismo intenso durante 1 hora por dia e b) ingiram poucos carboidratos, produzem menos testosterona e mais cortisol, isto dizem os fisiologistas da Universidade da Carolina do Norte no Jornal Europeu de Fisiologia Aplicada.

O treino intenso requer energia. Se não houver glucose disponível para os seus músculos e foram forçados a recorrer à gordura como fonte energética, o seu organismo começa a produzir mais cortisol para providenciar energia. O cortisol estimula a conversão de proteína em glucose. Isto não é desejável, mas, pior ainda; o cortisol também deprime a produção de hormonas androgénicas como a testosterona.

Resumindo, isto é o que está por detrás do conselho dado aos atletas, para manterem a duração do treino limitado, tanto em tempo como em intensidade, e para comerem antes, durante e depois da secção de treino. Nos anos 80, os especialistas afirmavam que, eram os carboidratos acima de tudo que protegiam contra o catabolismo muscular.

Hoje em dia, os cientistas desportivos são menos entusiastas em relação aos carboidratos. As dietas baixas em hidratos tornaram-se bastante populares, e têm todo o tipo de formas e tamanhos. Esta pesquisa sugere que pode haver uma sombra negra nas dietas low-carbs.

Os fisiologistas realizaram um estudo com 20 atletas bem treinados, sendo que todos eles treinavam mais de cinco vezes por semana. A metade deles foi-lhes indicada uma dieta para cinco dias em que 60% da energia provinha dos carboidratos [Control CHO]; A outra metade recebeu uma dieta em que 30% da energia provinha dos carboidratos [Low CHO]. Nos dias 2,3 e 4, os atletas tinham de fazer ciclismo durante uma hora a 75% da sua capacidade pulmonar máxima.

Durante as secções de ciclismo, os atletas do grupo CHO receberam uma bebida desportiva com glucose. Os atletas do grupo de controlo CHO, receberam um batido com 45 g de proteína.

Quando os investigadores mediram as concentrações de testosterona em forma livre e do cortisol do sangue dos atletas, notaram que no grupo de baixo CHO, esses níveis decaíram durante a experiência.

Níveis de cortisol e testosterona

Os cientistas desportivos estão interessados no rácio entre a testosterona livre e o cortisol. O rácio permaneceu mais o menos constante no grupo de controlo CHO. No entanto, no grupo de baixo CHO, o rácio declinou rapidamente.

Rácio cortisol-testosterona.

A experiência durou apenas 5 dias. A partir de outros estudos – e também a partir da experiência de pessoas que seguem uma dieta baixa em carboidratos – Sabemos que o organismo demora algumas semanas a habituar-se à baixa ingestão de carboidratos. Os atletas desta experiência podem muito bem ter reagido de forma diferente se a experiência tivesse durado alguns meses em vez de uns poucos dias.

A conclusão que podemos tirar deste estudo, é que, especialmente se estiver a seguir uma dieta baixa em carboidratos, parece ser uma boa ideia consumir os carboidratos que “pode” consumir, próximo da sua secção de treino.

Referência! 

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