A ingestão elevada de proteína é prejudicial?

Quando você for abordado por pessoas desinformadas que afirmam que os atletas não necessitam de quantidades adicionais de proteína ou que as dietas ricas em proteína prejudicam os rins, fígado, os ossos, etc, etc, faça o favor de lhes indicar este artigo.

Aqui está a posição da International Society of Sports Nutrition (ISSN) em relação à ingestão de proteína e à prática de exercício físico.

Para quem não sabe, a ISSN ou em português Sociedade Internacional de Nutrição Desportiva é uma sociedade acadêmica sem fins lucrativos dedicada à promoção da ciência e da aplicação de nutrição e suplementação desportiva baseada em provas.

A JISSN foca-se nos efeitos agudos e crônicos de nutrição esportiva e estratégias de suplementação sobre a composição corporal, desempenho físico e metabolismo.

A ingestão elevada de proteína é prejudicial?

Os seguintes sete pontos relacionados com a ingestão de proteína para indivíduos saudáveis que praticam desposto constituem a posição da sociedade. Eles foram aprovados pelo comité de investigação da sociedade.

1-      Uma vasta investigação suporta a contenção de que os indivíduos envolvidos na prática regular de exercício requerem uma maior quantidade de proteína dietética do que os indivíduos sedentários.

2-      A ingestão de proteína de 1,4 – 2.0 g/kg/dia para indivíduos ativos em termos físicos não só é segura, como também deve melhorar as adaptações de treino à prática de exercício.

3-      Quando incluída numa dieta equilibrada, densa em calorias, a ingestão de proteína a este nível não é detrimental para o funcionamento dos rins ou metabolismo ósseo em pessoas saudáveis e ativas.

4-      Embora seja possível para os indivíduos fisicamente ativos obterem as suas necessidades diárias através de uma dieta variada, normal, as várias formas de suplementos de proteína são uma forma prática de assegurar a ingestão de proteína de qualidade para atletas.

A ingestão elevada de proteína é prejudicial
Uma ingestão elevada de proteína não é prejudicial para indivíduos ativos e saudáveis.

5-      Diferentes tipos e qualidades de proteína podem afetar e biodisponibilidade de aminoácidos após a suplementação com proteína. A superioridade de um tipo de proteína em relação a outra em termos de otimização da recuperação ou adaptações ao treino continuam por ser demonstradas de forma convincente.

6-      A ingestão de proteína nos períodos de tempo apropriados é uma componente importante de um programa de treino geral, essencial para a recuperação adequada, funcionamento imunológico e crescimento e manutenção da massa corporal magra.

7-      Em certas condições, os suplementos de aminoácidos específicos, tais como os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA´s), podem melhorar o rendimento desportivo e a recuperação do exercício.

Conclusão

É a posição da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva que as pessoas que praticam exercício físico precisam de aproximadamente 1,4-2,0 gramas de proteína por quilo de peso corporal por dia.

A quantidade é dependente do modo e da intensidade do exercício, da qualidade da proteína ingerida, do consumo de energia e da ingestão de hidratos de carbono do indivíduo.

Estes dados da ISSN vêm confirmar aquilo que os fisiculturistas têm vindo a afirmar e a fazer há décadas. Se pretende ganhar massa muscular ou optimizar o seu rendimento desportivo, terá que seguir uma dieta rica em proteína de qualidade.

Os efeitos secundários que muitos referem em relação à ingestão elevada de proteína, são apenas suposições, a grande maioria delas sem qualquer tipo de fundamento científico.

Note que as informações deste artigo referem-se a indivíduos saudáveis que praticam desporto e não se aplicam a indivíduos sedentários ou portadores de determinadas doenças, especialmente as relacionadas com os rins, fígado, ou sistema digestivo.

Se tem algum problema de saúde desse gênero, consulte o seu médico antes de começar a seguir uma dieta rica em proteína.

Referência!

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