A hesperidina estimula a formação de novo tecido muscular

Um flavonóide que está presente no limão, lima e na toranja estimula o desenvolvimento e a recuperação dos tecidos musculares.

Farmacologistas da Universidade Ewha Womans na Coreia do Sul descobriram que a hesperidina tem um efeito anabólico nas células musculares jovens, foça as células estaminais (satélite) a desenvolverem-se em células musculares e acelera a recuperação do tecido muscular danificado.

A hesperidina é um flavonóide açucarado que se encontra nas frutas cítricas; estudos antigos referem-se a ela como “vitamina P. Após a ingestão, micro-organismos que se encontram nos intestinos separam o grupo de açúcar da molécula e a hesperidina é libertada.

Estudos realizados em animais mostraram que esta substância diminui a tensão arterial, melhora os níveis de colesterol e inibe a osteoporose. De acordo com um estudo publicado em 2010 pela Inra em França, a hesperidina potencia os mecanismos anabólicos nas células ósseas.

Os coreanos queriam saber se a hesperidina também tem um efeito anabólico nas células musculares. Eles expuseram células musculares jovens de ratos à hesperidina em tubos de teste e observaram que em resultado disso, as células desenvolveram com maior rapidez em células musculares maduras.

Por exemplo, os músculos produziram uma maior quantidade de cadeias pesadas de miosina (MHC) proteína muscular contrátil e mais da molécula sinalizadora anabólica miogenina, como pode ver na imagem abaixo.

hesperidina músculo

Os investigadores descobriram que a atividade da hesperidina nas células musculares ocorre via outra molécula sinalizadora anabólica, MyoD. As células musculares desenvolvem-se e tornam-se mais fortes de a MyoD se ligar ao ADN. A Hesperidina facilita o processo de ligação. Não aumenta a produção de MyoD, mas ajuda as células a responder melhor ao MyoD.

Os investigadores descobriram que a hesperidina também ativa o MyoD nas células embrionárias. Isto significa que a hesperidina força as células embrionárias a desenvolverem-se em células musculares e não em células adiposas.

Com base nos dados que recolheram, os coreanos assumem que a hesperidina pode ajudar os tecidos musculares danificados a recuperarem. Eles testaram a sua teoria numa experiência com ratos, nos quais o tecido muscular tinha sido congelado e portanto danificado. Quando os coreanos deram aos ratos uma injeção de hesperidina durante sete dias seguidos, a sua recuperação foi mais rápida.

Convertendo essas doses para níveis humanos, você iria precisar de de 0.8 – 4.1 mg de hesperidina por kg de peso corporal por dia. Por isso, se você pesar 90 kg, seria o equivalente a 72 – 360 mg por dia.

Quantidades como esta não estão disponíveis através da alimentação. De acordo com um estudo de revisão realizado na Universidade Tufts, 100 gramas de carne de toranja contem cerca de 2-4 mg de hesperidina. Os limões e limas são uma fonte melhor, mas também só contêm cerca de 16 mg de hesperidina por 100 gramas.

Os investigadores concluíram:

A capacidade do flavonóide dietético, hesperidina, de ativar o MyoD e expressão genética subsequente e de promover a diferenciação e regeneração muscular, pode indicar potencial para benefícios terapêuticos para a recuperação de lesões atléticas e tratamento de doenças musculares.

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