Gorduras boas, gorduras más: Mais complexo do que pensa

Houve uma altura em que as coisas eram muito simples. As gorduras saturadas são más; as não saturadas são boas. Coma apenas as claras de ovo; evite a carne vermelha.

Tão simples. Tão ignorante!

O Sr. Lowery afirma que:

A distinção entre as gorduras saturadas e não saturadas é arcaica. Existem gorduras saturadas que são boas em alguns aspectos e más noutros. Estamos a obter avanços hoje em dia e a olhar para cada ácido gordo indivíduos de cada uma das três categorias.

Lowery recorda-nos que todos os ácidos gordos têm efeitos farmacológicos; alguns efeitos podem ser vistos como positivos e outros como negativos. As escolhas podem ser guiadas em parte pelos seus objectivos, historial familiar de níveis de colesterol, a sua percentagem de gordura corporal, a sua tendência para ganhar gordura.

Quer um exemplo rápido: O ácido steárico, que é saturado, e faz parte de metade da gordura do bife. Por isso, é uma gordura “má,” certo? Não é bem assim. O ácido steárico, ao contrário de algumas gorduras saturadas, não eleva os níveis de colesterol LDL.

Espectacular, diria você, mas não vá já a correr ao talho mais próximo! Embora saibamos agora que a carne vermelha não irá fazer subir os seus níveis de colesterol, mas o ácido steárico é lipogénico, ou “engorda” comparado com outros ácidos gordos. Os investigadores estão até a investigar qual o mecanismo exacto através do qual o ácido steárico engorda.

Ora bolas, então talvez não possamos comer todo o bife que nos apeteça

Ok, e em relação às gorduras saudáveis monoinsaturadas como os ácidos gordo oleico do azeite? Bom, sim, eles são bons para si quando se trata de tolerância á glucose, sensibilidade á insulina, tensão arterial, etc. Mas eles não são oxidados ou queimados muito rapidamente em comparação com alguns ácidos gordos. Então, é bom para diminuir os riscos de problemas cardiovasculares, mas ainda é algo que “engorda”, por assim dizer.

Aqui estão alguns prós e contras de outras gorduras comuns da dieta.

Tabela 1

*Muitos dos efeitos prejudiciais, dependem se o óleo é fresco (mais saudável) vs oxidado (forma processada)

Agora, aqui está algo importante a ter em consideração: o Dr. Lowery nota que nós (culturistas, ratos de ginásio, atletas), não somos pessoas “normais”. Por outras palavras, o facto de nos esforçarmos no ginásio vários dias por semana, pode aliviar os efeitos negativos, como o facto de o óleo de palma poder afectar de forma negativa a sensibilidade á insulina. Por outras palavras, isso pode simplesmente não se aplicar á nossa população única. Adaptações físicas diferentes, metabolismos diferentes.

Segundo Lowery.

O que tem de fazer, é seleccionar as gorduras de acordo com os seus efeitos conhecidos no organismo, não de acordo com a distinção absurda e desactualizada das gorduras saturadas ou não-saturadas. Em vez disso olhe para o conteúdo dos ácidos gordos individuais dos alimentos. Eu sei que isso é mais complicado, mas, lamento, a bioquímica é complexa!

Se, por exemplo, e mesmo apesar da dieta ter um impacto mínimo nos níveis de colesterol da grande maioria das pessoas, pode querer evitar o óleo de palma ou o óleo de coco, se tem um historial familiar de colesterol elevado. A gordura do bife pode ser uma escolha melhor.

Se não problemas na família relacionados com o colesterol, mas está preocupado com a saúde da próstata e precisa de perder alguma gordura corporal, então o óleo de coco, que tem um nível alto de ácido láurico (MCT), pode ser uma gordura mais adequada para si.

Cada ácido gordo tem propriedades quase farmacêuticas, por isso, escolha e adquira as suas gorduras de forma inteligente.

Fonte!

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