Fibra. Uma segunda opinião

O senso comum afirma que as pessoas precisam de bastante fibra nas suas dietas. E por fibra, querem dizer, muitas vezes, farelo de trigo, trigo integral e psyllium husks – você sabe, forragem…

Vamos apenas dizer que os mais sensíveis entre nós, em particular, querem levantar a questão: “É realmente esta a melhor forma de melhorar a saúde?”

Então, decidimos realizar alguma pesquisa. As nossas aventuras nas pesquisas acerca da fibra, revelaram alguma informação estimulante. Primeiro, vamo-nos sentar e gozar uma breve lição de gastronomia.

Afinal o que se pretende da fibra? O que faz ela?

Bem, por um lado, a fibra solúvel (vegetais, fruta, aveia e legumes que se dissolvem parcialmente em água) aumentam a espessura do conteúdo do estômago. Isto diminuiu a velocidade de esvaziamento do estômago.

Embora isso possa dar mais tempo ao organismo para absorver nutrientes, pode também bloquear a absorção de minerais como o cálcio ou zinco, colando-se a eles de tal forma que não tenham oportunidade de serem absorvidos.

A fibra insolúvel (como a dos cereais integrais, sementes e pele de fruta) aumenta a massa dos excrementos, o que na verdade, aumenta a velocidade com que os excrementos passam pelos intestinos. As fibras insolúveis passam pelo sistema digestivo praticamente intactas. Continuando…

Vamos explorar as razões pelas quais devemos (supostamente) incorporar fibra nas nossas dietas e o que algumas instituições têm a dizer.

A fibra ajuda-o a manter-se regular

Alguns de nós podem marcar a hora nos nossos calendários diários, somos muito consistentes. Outros, bem, nem tanto. Para alguns de nós, as coisas saem facilmente. Para outros, bem…

Qualquer que seja o problema, a fibra pode ajudar, ou pelo menos afirma o senso comum. Enquanto as nossas experiências pessoas não contrariam directamente essas afirmações, as nossas pesquisas mostraram uma imagem menos confortante dos efeitos a longo prazo.

Algumas investigações mostram que a própria fibra, com as suas intenções perfeitamente inocentes, pode-se tornar um verdadeiro macaco nas nossas costas.

A chave para um trato intestinal saudável não é a “forragem” mas sim as bactérias. As bactérias naturais do intestino grosso, que ajudam a comprimir os excrementos, mantêm o conteúdo de água e amolecem os excrementos. A fibra, particularmente o excesso de fibra insolúvel, oferecendo um atalho rápido para as coisas, não é o catalista natural para uma boa saúde do sistema digestivo.

Finalmente quando se trata de problemas a longo prazo “The American College of Gastroenterology” Não considera a fibra um tratamento eficiente contra a obstipação crónica.

A fibra baixa o colesterol

Fibra. Uma segunda opinião
Os supostos benefícios da fibra são no mínimo, questionáveis.

Já aqui falamos anteriormente acercado colesterol. Como já deve ter lido, acreditamos que os números de colesterol não são o código secreto para a longevidade ou saúde.

Estudos, mais bem realizados que outros, mostraram mudanças relativamente pequenas nos níveis de colesterol em resultado de uma ingestão elevada de fibra.

Essas mesmas mudanças não tiveram qualquer influência nos indicadores de doença cardíaca.

Para além disso, essas “melhorias” dos níveis de colesterol, foram obtidas com um preço elevado a pagar para os voluntários, em termos de problemas gastrointestinais.

A fibra diminuiu o risco de cancro

Normalmente, é o cancro do cólon a que as pessoas se referem aqui, e os estudos variam muito mais do que você gostaria. Os jornais “The New England Journal” e o “The Lancet” incluíram estudos que mostram que as dietas altas em fibra não baixam o risco de cancro ou a incidência de pólipos, um precursor comum do cancro.

Mas talvez eles estejam na pista certa… Alguns estudos, inclusive um estudo publicado no “International Journal of Cancer”, separaram as fontes de fibra dos seus voluntários. E adivinhe? Os investigadores descobriram que a fibra encontrada nos vegetais (em oposição à fibra dos cereais e fruta) é a que mais protege contra o cancro.

O estudo concentrou-se em indivíduos com risco de cancro da próstata, mas outros investigadores e fisiologistas vão mais longe, sugerindo uma dieta rica em fibra de origem vegetal em detrimento de fontes de fibra insolúvel dos cereais.

A fibra ajuda a prevenir e/ou a tratar a diabetes

Aqui voltamos à questão do tipo de fibra. A recomendação oficial para os diabéticos, é a fibra solúvel. Um estudo do “Journal of Clinical Epidemiology” descobriu que um elevado consumo de vegetais (neste caso, crus) foi consistente com uma diminuição da incidência de 80% da diabetes tipo 2. Os estudos que utilizaram fibra proveniente dos cereais, não mostraram este tipo de resultados.

A fibra solúvel diminui o ritmo de esvaziamento do estômago, o que previne o organismo de ser inundado com toda a glucose ao mesmo tempo, tal como aconteceria com uma refeição baixa em fibra (assumindo que existe um elevada carga glicémica na refeição).

Mas aqui reside a questão pertinente: Se mantiver uma dieta com um baixo índice glicémico, necessita realmente de tornar mais lento o processo digestivo com a fibra? Hmm. Se a fibra fosse adicionar uma panóplia de nutrientes, tal como os encontrados nos vegetais, então a resposta será, sim. Mas uma fonte de fibra sem esses nutrientes? Não convence muito.

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