Comece a ingerir os alimentos certos

A dieta mais indicada para qualquer animal, é a que foi desenvolvida pela natureza. Qualquer veterinário competente poderia dizer-lhe isso.

Infelizmente, muitos médicos e nutricionistas aparentam ser completamente cegos em relação a este simples facto.

Durante quase toda a história da nossa existência, os seres humanos viveram como caçadores-recolectores. Vivemos à base de alimentos que poderiam ser ingeridos crus ou com uma preparação mínima. Pense em carnes frescas, vegetais selvagens, frutas, amoras, nozes e tubérculos. Há cerca de 10.000 anos atrás, a história do ser humano mudou para sempre.

Com a adopção da agricultura, a dieta do “homo sapiens” sofreu uma mudança massiva e fundamental num espaço de tempo relativamente curto. Passou de um regime rico em proteína à base de carnes e vegetação selvagem, para uma dieta rica em carboidratos baseada em cereais. Recorde-se que, esta fonte alimentar, era essencialmente alienígena para o sistema digestivo no seu estado natural.

Há cerca de 150 anos atrás, a nossa dieta sofreu outra mudança radical.

As novas tecnologias permitiram a produção a grande escala de açúcar, farinhas refinadas, e gorduras extraídas de vegetais. Isto levou á proliferação de alimentos “convenientes” altamente processados e ricos em calorias, mas pobres em nutrientes.

Para piorar a situação, alimentos perfeitamente saudáveis como as carnes e ovos, foram denunciados como sendo nefastos para o ser humano por “especialistas em saúde. Pelo contrário os cereais e outros alimentos baixos em gordura, foram promovidos como sendo o epítome da alimentação saudável.

O resultado final é que os humanos actuais obtêm a maioria das suas calorias de alimentos que foram estranhos para o sistema para o sistema digestivo humano, durante 99.7% da nossa história evolucionária.

A Organização do Alimento e Agricultura dos Estados Unidos, chegou à conclusão de que actualmente os americanos obtêm três quartos das suas calorias a partir de fontes alimentares que não existiram durante a era do paleolítico. Os cereais representam agora 22% das calorias. As batatas 3%.

Os restantes: açúcar e outros adoçantes (18%), óleos vegetais (4%). Alimentos densos em nutrientes como as carnes, ovos, nozes, frutos, vegetais e alimentos do mar, que outrora forneciam todas as nossas calorias. Representam agora uns meros 20% da nossa ingestão diária de energia.

O que tem isso de mau?

Porque para funcionarem da melhor forma, os nossos organismos necessitam de um abastecimento abundante de aminoácidos, vitaminas, minerais e enzimas. A nossa fonte primária desses elementos, é a comida que ingerimos. Mas a maioria das pessoas evita os alimentos ricos em nutrientes que acompanhou a nossa evolução e em vez disso, ingerem alimentos com um conteúdo nutricional muito baixo.

Ao contrário do que as autoridades de saúde afirmam, os cereais, sejam eles integrais ou refinados, são pobres em termos de composição nutricional. Não contêm vitamina C, nem vitamina D, nem vitamina B12, nem vitamina A e (à excepção do milho), não contêm beta-caroteno.

Os cereais e as leguminosas também contêm elevadas concentrações de substâncias a que os investigadores se referem como “anti-nutrientes”. Entre essas substâncias encontram-se os phitatos (uma substância que se cola aos minerais e reduzem a sua absorção pelo organismo), pyridoxine glucoside (que mostrou reduzir a disponibilidade de vitamina B6 em 75-80%), substâncias que impedem a absorção da vitamina D, e lectinas (que podem prejudicar a função imunológica, promover a síndrome do intestino irritável e arterosclerose).

As farinhas refinadas, omnipresentes em quase todos os alimentos processados, possuem um conteúdo de micronutrientes pateticamente baixo. Enquanto contêm níveis relativamente elevados de potássio e fósforo, Contém quantidades minúsculas de cálcio, ferro, magnésio, zinco, cobre, ácido fólico e vitaminas B1, B2, B5, B6, E e K. As farinhas refinadas não contêm vitamina A, D ou B12.

O enriquecimento das farinhas aumenta a conteúdo de ferro, ácido fólico e vitamina B3, e também produz um pequeno aumento das vitaminas B1 e B2. Mas não faz nada para corrigir as restantes deficiências nutricionais deste alimento comum.

Para além disso, as farinhas e alimentos á base de farináceos têm uma pontuação muito elevada na tabela do índice glicémico (GI) Produzindo elevações rápidas dos níveis de glucose sanguínea. É melhor evitar essas elevações rápidas dos níveis de glucose no sangue.

Elas provocam alterações drásticas dos níveis de açúcar sanguíneo que podem prejudicar o seu estado de ânimo, níveis de energia e apetite. Repetidos numa base habitual, tais elevações da glicose do sangue promovem o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Os alimentos produzidos a partir das farinhas, também possuem uma baixa capacidade de saciedade, segundo o European Journal of Clinical Nutrition. Por outras palavras, eles encorajam o consumo excessivo de calorias e aumentam as probabilidades de vir a desenvolver excesso de peso.

Se pensa que o perfil nutricional das farinhas é mau, espera até ver o dos açúcares. Em conjunto com os óleos vegetais, são a segunda maior fonte de calorias da dieta dos americanos. Esses adoçantes também não têm praticamente nenhum conteúdo de micronutrientes. Não proporcionam nada a não se calorias puras. Tal como as farinhas refinadas, esses adoçantes refinados de IG elevado, fazem disparar os seus níveis de açúcar no sangue.

A vasta maioria do óleo vegetal consumido nos Estados Unidos existe em forma de óleo de soja. Aparte o excesso de ácido linoléico e as quantidades modestas de vitamina E e K, o óleo de soja não contém praticamente mais nenhumas vitaminas, minerais ou enzimas. E vários estudos realizados em animais e humanos, mostram que os óleos ricos em ácido linoléico agravam o estado nutricional, através da diminuição da absorção de ferro, zinco e cobre.

Os cereais, adoçantes e óleos vegetais, representam uns impressionantes 57% das calorias consumidas nos Estados Unidos. Não admira que as doenças crónicas degenerativas tenham disparado nas nações modernas como a América

Os alimentos de origem animal contêm nutrientes importantes que simplesmente não podem ser obtidos a partir das plantas. A lista inclui carnitina, creatina, carnosina, ácido linoléico conjugado (CLA), vitamina B12 e (no caso de peixes gordos) os importantes ácidos gordos de cadeia longa EPA e DHA. Entretanto, os vegetais, nozes e frutos, contêm uma quantidade de antioxidantes que os cereais nunca poderiam sequer sonhar em igualar.

Se está preocupado com a sua saúde, comece a evitar os “pseudo-alimentos” modernos. Escolha os alimentos mais ricos em nutrientes que pode encontrar. Modele a sua dieta de acordo com a dos nossos antepassados ancestrais, que ingeriam carnes frescas e não cereais.

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