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Antioxidantes: É melhor obtê-los em forma de suplementos ou alimentos? 2ª Parte

Os progressos das pesquisas acerca dos compostos antioxidantes e bioativos impulsionaram as indústrias dos suplementos dietéticos e indústrias de nutricêuticos.  O uso de suplementos alimentares é crescente, especialmente entre os mais jovens.

No entanto, muitos destes suplementos dietéticos têm vindo a ser desenvolvidas com base nos resultados de análises químicas, em estudos in vitro e, em experiências com animais, sem estudos de intervenção humana. Para uma compreensão completa da segurança e eficácia a longo prazo de muitos suplementos dietéticos, são necessárias mais investigações.

Qual é a dose de um único antioxidante que deve ser usada como suplemento alimentar?

Os fitoquímicos naturais presentes em níveis baixos em frutas e vegetais oferecem benefícios para a saúde, mas estes compostos podem não ser tão eficazes ou seguros quando consumidos em doses mais elevadas, mesmo em uma forma de suplemento dietético puro.

De um modo geral, tendo em conta que as doses mais elevadas aumentam o risco de toxicidade.

O princípio básico da toxicologia é que qualquer composto pode ser tóxico, desde que a dose seja suficientemente elevada. Os suplementos alimentares não são excepção a este princípio básico.

Também é importante diferenciar a dose farmacológica da dose fisiológica (ou nutricional). As doses farmacológicas são utilizadas em meios clínicos para tratar doenças específicas e necessita da prescrição de um médico, as doses fisiológicas (ou nutricionais) doses são usadas para melhorar ou manter uma saúde ótima, tal como acontece com o consumo de suplementos alimentares.

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É recomendável que procure sempre obter os seus nutrientes a partir de alimentos frescos e não processados, em vez de suplementos.

No caso de nutrientes antioxidantes, a dose fisiológica adequada deve seguir a ingestão diária recomendada (RDA) (34). A dose farmacológica não é igual à dose fisiológica e, em alguns casos pode ser tóxica.

Num estudo humano, 30 indivíduos saudáveis, cujas dietas foram suplementadas com 500 mg de vitamina C, demostraram um aumento dos danos oxidativos no DNA isolado dos linfócitos (35).

Este estudo sugere que a vitamina C, quando ingerida em doses elevadas (500 mg) pode atuar como um pró-oxidante no organismo.

Nós não temos uma RDA (dose diária recomendada) para os fitoquímicos. Portanto, não é aconselhável a ingestão de megadoses de fitoquímicos purificados em forma de suplementos até que haja evidências científicas fortes que suportem isso.

Conclusão

Aumentar o consumo de frutas, legumes e alimentos completos é uma estratégia prática para os consumidores otimizarem a sua saúde e reduzirem o risco de doenças crónicas.

O uso de suplementos alimentares, alimentos funcionais e nutricêuticos, tem vindo a aumentar, à medida que as indústrias também respondem às exigências dos consumidores.

No entanto, existe uma necessidade de mais informações sobre os benefícios e os possíveis riscos, para que se possa assegurar a eficácia e segurança dos suplementos dietéticos.

Acreditamos que as evidências sugerem que é melhor obter os antioxidantes através do consumo de alimentos completos, e não em forma de extratos ou comprimidos.

Se ainda não o fez, leia também a 1ª parte deste artigo: “Antioxidantes: É melhor obtê-los em forma de suplementos ou alimentos? 2ª Parte

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