A fonte da Juventude nos seus músculos?

Investigadores descobrem células musculares embrionárias relacionadas com o envelhecimento.

Praticar desporto pode ajudá-lo a perder alguns quilos – mas isso é apenas o começo. Uma nova pesquisa da Universidade de Tel Aviv, concluiu que “os exercícios de resistência”, como uma corrida no parque ou uma aula no ginásio, pode-nos proporcionar uma aparência mais jovem. A chave está no exercício que liberta as células-embrionárias dos nossos músculos.

A Professora Dafna Benayahu e a sua equipa da Universidade Sackler de Tel Aviv afirmam que as suas descobertas explicam pela primeira vez, a razão pela qual as pessoas mais idosas que têm exercido ao longo das suas vidas, envelhecem de forma mais graciosa.

Descobriram que o exercício de resistência aumenta o número de células musculares embrionárias e melhora a sua capacidade de rejuvenescer os músculos envelhecidos. Os pesquisadores esperam que sua descoberta possa levar a criação de uma nova droga que possa ajudar os idosos a curarem de forma mais rápida os seus músculos imobilizados.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista científica PLoS ONE.

A verdadeira corrida dos ratos

A Prof Benayahu explica:

Os músculos e o esqueleto do nosso corpo trabalham em conjunto, Quando as pessoas envelhecem, sofrem de sarcopénia, um declínio da massa, função muscular e osteopénia (perda de massa óssea).

Em resultado disso, o nosso sistema músculo-esquelético torna-se mais susceptível ao desgaste diário, o que também explica o aumento do risco de quedas em idosos.

“Fonte da juventude” para as células musculares: células musculares embrionárias, também chamadas células satélite (marcadas a vermelho) permitem que os músculos se possam recuperar de forma eficiente. Estão localizadas entre a membrana das células musculares e a camada que as rodeia. Um interruptor molecular mantém o reservatório de células-satélite “fresco”, como os pesquisadores têm agora demonstrado.

Investigando uma população de ratos, a Dra. Gabi Shefer da equipa de investigação, diz que a descoberta demonstra que o exercício aumenta o número de células satélites (células musculares embrionárias) – cujo número normalmente diminui com o envelhecimento.

Os pesquisadores acreditam que uma queda no número dessas células e da sua funcionalidade pode impedir a manutenção adequada da massa muscular e a sua capacidade de reparação, levando assim à deterioração muscular.

Comparando o desempenho de ratos de diferentes idades e sexos, os investigadores descobriram que o número de células satélite aumentou nos ratos que corriam num tapete rolante durante 20 minutos por dia durante um período de 13 semanas.

Os ratos mais jovens apresentaram um aumento de 20% para 35% no número médio de células embrionárias por fibra muscular mantida – e ratos mais velhos obtiveram resultados ainda mais significativos, apresentando um aumento de 33% para 47% das células embrionárias.

Um bom motivo para começar a mexer-se

O exercício também melhorou os níveis de “locomoção espontânea”, (a sensação que indica aos nosso corpos que nos devemos mexer) de ratos velhos. O envelhecimento está tipicamente associado a uma redução do nível de actividade locomotora espontânea.

A combinação do envelhecimento e sedentarismo contribui significativamente para o desenvolvimento de doenças como a osteoporose, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, bem como para um declínio das capacidades cognitivas.

Se os pesquisadores conseguirem descobrir um método para “impulsionar” as células satélites dos nossos músculos, isso poderia simular o desempenho de músculos jovens e saudáveis – e manter os ossos envelhecidos no sítio.

A Prof. Benayahu afirmou:

Esperamos poder vir a compreender como funciona o mecanismo dos códigos de ativação das células embrionárias musculares a nível molecular.

Com este avanço, podemos dar-nos ao luxo de poder sonhar com a criação de um novo fármaco para humanos. – Que poderia aumentar a massa muscular e aliviar os efeitos negativos do envelhecimento.

Os subsídios para a realização do estudo foram fornecidos pelo projecto europeu FP7-Excel, o Ministério da Saúde Israelense, e a “U.S.- Israel Science Foundation Binacional” em conjunto com a Prof, Yablonka-Reuveni da Universidade de Washington.

Fonte: sciencedaily

Prática de musculação baseada em evidência científica. Siga-nos através das redes sociais.

Deixe um comentário

Siga-nos por Email
RSS
Instagram