A condroitina alivia a osteoartrite

Num estudo recente, investigadores da Universidade de Medicina de Genebra, na Suíça, avaliaram a resposta do sulfato de condroitina altamente purificado, em pacientes com osteoartrite na mão.

Em primeiro lugar, os detalhes:

162 pacientes sintomáticos com osteoartrite nas mãos visível por radiografia, foram aleatoriamente designados para um grupo de tratamento durante 6 meses, em que receberam:

  • 800 mg de Sulfato de condroitina uma vez por dia.
  • Um placebo.

Todos os pacientes tiveram dor espontânea na mão de pelo menos 40 mm numa escala analógica visual 000-100 mm (VAS).

A incapacidade funcional da mão mais sintomática era de pelo menos 6 de 00-30 do Índice Funcional para a escala de osteoartrite da mão (um questionário de 10 itens).

Também foram avaliadas a melhora da força de agarre, duração da rigidez matinal, o consumo de paracetamol (Tylenol), e uma impressão global dos possíveis benefícios.

Nem os pacientes nem os investigadores sabiam quem é que tinha recebido o tratamento dado – duplo cego.

A condroitina alivia a osteoartrite
A A osteoartrite é uma doença crônica, caracterizada pela destruição da cartilagem das articulações.

E os resultados:

  • Diminuição da dor na mão foi significativamente maior com condroitina vs placebo.
  • O funcionamento da mão melhorou significativamente mais com a condroitina vs placebo.
  • Houve uma diferença estatisticamente significativa entre os grupos em favor da condroitina para a duração da rigidez matinal e impressão global dos benefícios do tratamento.
  • A evolução da força de agarre, o consumo de paracetamol, e a segurança não diferiu entre os tratamentos.

A conclusão?

Os autores concluíram:

Este estudo demonstra que o sulfato de condroitina alivia as dores nas mãos e o funcionamento das mãos com sintomas de osteoartrite, com um bom perfil de segurança.

Outros estudos com condroitina realizados em pacientes com osteoartrite da anca ou joelhos, têm sido geralmente negativos, excepto talvez em estágios muito iniciais da doença.

Assim sendo, estas últimas descobertas são interessantes e devem ser confirmadas por outros investigadores.

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