A canela aumenta os níveis de IGF-1 e rejuvenesce a pele

Um suplemento de canela pode ajudar a lutar contra o envelhecimento da pele, isto segundo o que concluíram bioquímicos da Universidade de Osaka no Japão num estudo no qual eles expuseram as células da pele a 10 extratos de ervas comestíveis em tubos de ensaio.

Se está à procura de suplementos ou cosméticos para reduzir ou atrasar o envelhecimento da pele, existem dois fatores que precisa de ter em conta: o colagénio e o IGF-1.

A pele deve a sua juventude e a elasticidade a um elevado nível de síntese de colagénio pelas células da pele, e a hormona que estimula as células da pele a produzir o colagénio é o IGF-1.

Existem indicações de que certas moléculas presentes na nossa alimentação podem melhorar o efeito da insulina – o que, em muitos aspetos, é semelhante ao efeito do IGF-1. É por isso que esses investigadores se perguntaram se poderiam encontrar essas moléculas em ervas comestíveis.

Quando os japoneses expuseram células da pele a 10 extratos de ervas diferentes em tubos de ensaio, eles notaram que o feno-grego, a canela e cominho iraniano em particular, potenciaram a produção de colagénio. Quanto maior a bolha na figura abaixo, maior a síntese do colagénio.A canela aumenta os níveis de IGF-1 e rejuvenesce a pele

A canela aumenta os níveis de IGF-1 e rejuvenesce a peleOs investigadores descobriram que a canela do Sri Lanka foi a erva / especiaria que mais aumentou a produção de colagénio. A análise por HPLC revelou os seguintes compostos, tal como mostrado no gráfico anterior: pico 1 = cinnamyl alcohol; pico 2 = cinnamic acid; pico 3 = cinnamaldehyde; pico 4 = 2-methoxycinnamaldehyde; pico 5 = alpha-methyl cinnamaldehyde; pico 6 = cinnamyl acetate.

Os investigadores descobriram que o cinamaldeído em particular aumentou a síntese de colagénio.

A canela aumenta os níveis de IGF-1 e rejuvenesce a peleOs investigadores verificaram que o cinamaldeído melhora a “eficiência” do IGF-1. Descobriram mais receptores de IGF-1 fosforilados nas células da pele que tinham sido expostas ao IGF-1, em vez de ao cinamaldeído. Assim sendo, o cinamaldeído não conduz à criação de mais receptores de IGF-1, mas garante que, uma vez que o IGF-1 seja ligado ao seu receptor, que o sinal será transmitido de forma mais eficiente à célula.

Na verdade, aconteceu o mesmo em experiências sem IGF-1, pelo que se afigura que o cinamaldeído pode substituir o IGF-1 nas células da pele. [Hmm … Se o cinamaldeído fizer o mesmo em células musculares …]

Os investigadores concluíram:

“As nossas descobertas podem ser úteis para melhorar os sinais e sintomas de envelhecimento da pele já que a redução da produção de colagénio dérmico é considerada a causa principal.

O mecanismo pelo qual o cinamaldeído induz a ativação independente dos receptores de IGF-I será abordado num futuro próximo.”

Referência!

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