9 passos para uma saúde perfeita – 1º Não ingira toxinas

Imagine um mundo onde:

    • A diabetes, doenças cardíacas, auto-imunológicas e outras doenças modernas são raras ou não existem de todo.
    • Nós somos naturalmente definidos e em forma.

  • Somos férteis ao longo da nossa idade fértil.
  • Dormimos de forma pacífica e profunda.
  • Envelhecemos de forma graciosa e sem doenças degenerativas como Alzheimer e a osteoporose.

Embora isso nos dias de hoje, possa parecer pura fantasia, a evidência antropológica sugere que era exactamente dessa forma que os seres humanos viviam durante a maioria da nossa história evolutiva.

Hoje, a maioria das pessoas aceita as doenças como obesidade, diabetes, infertilidade e doença de Alzheimer como sendo algo”normal”. Mas enquanto essas doenças podem agora ser comuns, elas são tudo menos normal.

Os seres humanos evoluíram de forma notória há cerca de 2.5 milhões de anos atrás, e durante cerca de 84 mil gerações, estivemos naturalmente livres das doenças modernas que matam milhões de pessoas a cada ano e tornam miseráveis as vidas de inúmeras outras. Na verdade, o mundo que eu lhe pedi para imaginar acima – que hoje pode parecer absurdo e inatingível – foi o estado natural do ser humano durante toda a nossa história neste planeta até há algumas centenas de anos atrás.

Qual foi o factor responsável pela mudança? O que nos transformou de pessoas naturalmente saudáveis e vitais, livres de doenças degenerativas, num mundo de pessoas doentes, gordas, inférteis e infelizes?

Em poucas palavras? O estilo de vida moderno. E, embora existam vários aspectos do nosso estilo de vida actual que contribuem para a doença, o consumo generalizado de toxinas alimentares é, de longe, o maior agressor. Especificamente, as quatro principais toxinas alimentares são as seguintes:

  •  Os cereais (especialmente a farinha refinada)
  • Ómega-6 industrial proveniente de óleos de sementes (milho, algodão, soja, girassol, etc)
  • Açúcar (especialmente o xarope de milho rico em frutose)
  • Soja processada (leite de soja, proteína de soja, farinha de soja, etc)

O que é uma toxina?

Ao nível mais simples, uma toxina é algo capaz de causar doenças ou danificar tecidos quando entra no corpo. Quando as pessoas ouvem a palavra “toxina”,  pensam em produtos químicos, como pesticidas, metais pesados ou outros poluentes industriais. Mas mesmo nutrientes benéficos como a água, que são necessários para sustentar a vida, tornam-se tóxicos em altas elevadas.

No seu livro “The Perfect Health Diet“, Paul & Shou-Ching Jaminet aplica o princípio económico do declínio de benefícios marginais às toxinas:

Isso implica que o primeiro pedaço comido de qualquer toxina possui uma baixa toxicidade. Cada pedaço adicional é ligeiramente mais tóxico do que o pedaço anterior. Em doses mais elevadas, a toxicidade de cada pedaço continua a aumentar, de forma que a toxina se torna cada vez mais venenosa.

Isso é importante para, ao longo das discussões sobre o papel das toxinas alimentares,  compreendermos a forma como as toxinas alimentares, contribuem para as doenças moderna. A maioria de nós não vai ficar doente por comer uma pequena quantidade de açúcar, cereais, soja e óleo industrial de sementes. Mas se ingerir esses nutrientes (ou melhor, anti-nutrientes) em quantidades excessivas, o nosso risco de desenvolver doenças modernas aumenta de forma significativa.

É exactamente isso que está acontecer nos dias de hoje. Estas quatro toxinas dos alimentos – cereais refinados, óleos industriais de sementes, açúcar e soja processada – compõem a maior parte da dieta moderna. Pão, pastelaria, bolos, bolachas, biscoitos, refrigerantes, sumos de frutas, fast food e outros alimentos de conveniência estão todos carregados com estas toxinas. E quando o que a maioria das pessoas os ingerem numa base diária é tóxico, não é difícil entender por que razão a nossa saúde está a falhar.

Analisemos cada uma destas toxinas alimentares com maior detalhe.

Cereais: o “alimento saudável” menos saudável do planeta?

Os cereais mais importantes – trigo, milho, arroz, cevada, sorgo, aveia, centeio e milho – tornaram-se os alimentos básicos da dieta do homem moderno. Eles também se tornaram a “base” das dietas com baixo teor de gordura, ricas em carboidratos promovidas por organizações como a “American Heart Association” (AHA) e “American Diabetes Association” (ADA). Se você disser a frase “cereais integrais” à maioria das pessoas, a primeira palavra que provavelmente irão pensar é “saudável”.

Mas o facto é que, a maioria dos animais, incluindo o nosso parente mais próximo (o chimpanzé) não estão adaptados ao consumo de cereais e não os ingerem em grandes quantidades. E os humanos só começaram a ingeri-los durante os últimos 10 mil anos (um pontinho minúsculo de tempo na escala da evolução). Por quê?

Porque as plantas como os cereais estão sempre a competir contra predadores (como nós) pela sua sobrevivência. Ao contrário dos animais, as plantas não podem fugir de nós quando nos decidimos a comê-las. Elas tiveram que evoluir outros mecanismos para se protegerem. Estes incluem:

  • Produção de toxinas que causam danos ao revestimento dos intestinos;
  • Produção de toxinas que se ligam s minerais essenciais, tornando-os indisponíveis para o corpo, e,
  • Produção de toxinas que inibem a digestão e absorção de outros nutrientes essenciais, incluindo as proteínas.

Um desses compostos tóxicos é o glúten, proteína que está presente no trigo e em muitos outros cereais dos mais consumidos. Em suma, glúten provoca danos no intestino e torna radiantes. E os pesquisadores agora acreditam que o intestino permeável é um dos principais factores que predispõem para o desenvolvimento de doenças como a obesidade, diabetes e doenças auto-imunológicas.

A doença celíaca (DC) – uma condição de intolerância severa ao glúten – já é conhecida há décadas. Os celíacos desenvolvem uma resposta imunológica dramática e, em alguns casos, potencialmente fatal, até mesmo à menor quantidade de glúten.

Mas a doença celíaca é apenas a ponta do iceberg quando se trata de intolerância ao trigo e a outros cereais que contêm glúten. A doença celíaca é caracterizada pela acção de dois anticorpos a dois componentes do glúten: alfa-gliadina, e transglutaminase. Mas agora sabemos que as pessoas podem, e reagem a vários outros componentes do trigo e glúten. O diagrama abaixo mostra como o trigo e o glúten são degradados no organismo:

Diagrama de componentes do trigo

Os testes laboratoriais actuais para a intolerância ao glúten apenas testam a alfa-gliadina e a transglutaminase, os dois componentes do glúten envolvidos na doença celíaca (destacada a vermelho no diagrama).

Mas como você pode ver, o trigo contém vários componentes, incluindo as lectinas como a aglutinina do gérmen de trigo (WGA), outros epítopos da proteína gliadina como a beta-gliadina, gama-gliadina e ómega-gliadina, uma outra proteína chamada glutenina, um péptido opióide chamado gluteomorfina , e um composto chamado gliadina produzido pelo processamento industrial ou pela digestão do glúten.

Então aqui está a coisa. Hoje em dia, os estudos mostram claramente que as pessoas podem reagir de forma negativa a todos estes componentes do trigo – e não apenas à alfa-gliadina e transglutaminase a que os celíacos reagem. E a pior parte disto é que, até cerca de duas semanas atrás, nenhum laboratório comercial estava a realizar testes à sensibilidade em relação a essas outras subfrações do trigo.

Isso significa, é claro, que é extremamente provável que muito mais pessoas sejam intolerantes ao glúten de trigo do que o senso comum nos diria. Na verdade, é exactamente isso que nos mostram as última pesquisas. Dr. Kenneth Fine, um pioneiro na pesquisa da intolerância ao glúten, demonstrou que 1 em cada 3 americanos são intolerantes ao glúten, e que 8 em cada 10 possuem genes que os predispõem ao desenvolvimento de intolerância ao glúten.

Esta é nada menos que uma catástrofe de saúde pública numa nação onde a fonte nº 1 de calorias é a farinha refinada. Mas enquanto a maioria das pessoas estão pelo menos conscientes dos perigos de açúcar, das gordura trans e de outros alimentos pouco saudáveis, menos de 1 em cada 8 pessoas com doença celíaca são conscientes da sua condição. Um artigo de 1999 no “British Medical Journal” ilustrou bem isto:

Incidência de diagnóstico da doença celíaca

Pacientes com doença celíaca clinicamente evidente (inflamação observável e destruição do tecido do intestino) compreendem apenas 12,5% da população total de pessoas com CD. 87,5% daqueles com doença celíaca não têm sintomas intestinais óbvios. Para cada paciente sintomático com CD, há 8 pacientes com CD e sem sintomas gastrointestinais.

Mas isso significa que os pacientes com DC sem sintomas intestinais são saudáveis? Nada disso. Durante muito tempo, acreditou-se que as manifestações patológicas do CD estavam limitadas ao trato gastrointestinal. Mas as pesquisas realizadas ao longo das últimas décadas, têm revelado que a intolerância ao glúten pode afectar quase todos os tecidos e outros sistemas do corpo, incluindo:

  • Cérebro;
  • Sistema endócrino;
  • Estômago e o fígado;
  • Núcleo das células;
  • Vasos sanguíneos; e,
  • Músculo liso,

Só para citar alguns!

Isso explica porque motivo a DC (Doença Celíaca) e intolerância ao glúten estão associadas a diversas doenças diferentes, inclusive a diabetes tipo 1, doenças de tiróide, osteoporose, doenças neuro-degenerativas como o Alzheimer, Parkinson e demência, doenças psiquiátricas, ADHD, artrite reumatóide, enxaqueca, obesidade, e muito mais. A tabela abaixo a partir do mesmo artigo BMJ de 1999 mostra o aumento da incidência de outras doenças nos pacientes com DC:

Tabela de associações de outras doenças com a doença celíaca

Como pode ver, até 17% das pessoas com CD sofrem de um “distúrbio neurológico indefinido”. Mas, mesmo que esta estatística altamente alarmante apenas represente as pessoas com diagnóstico de DC. Sabemos que apenas 1 em cada 8 pessoas com DC são diagnosticadas. Sabemos também que aqueles com DC representam apenas uma pequena fracção da população das pessoas com intolerância ao glúten. Com isso em mente, não é difícil imaginar que o número de pessoas com intolerância ao glúten que sofrem de “distúrbios neurológicos indefinidos” (e outras condições associadas na lista acima) poderia ser significativamente maior do que as pesquisas actuais sugerem.

Finalmente, também agora sabemos que quando você é intolerantes ao glúten – que 33% (se não mais) de vocês são – você também gera uma “reação cruzada” com outros alimentos que têm uma “assinatura molecular”, semelhante ao glúten e aos seus componentes. Infelizmente, a lista desses alimentos (ver abaixo) contém todos os tipos de cereais, razão pela qual alguns médicos (inclusive eu) não recomenda apenas uma dieta livre de glúten, mas uma dieta totalmente livre de cereais.

Como você pode ver, a lista também contém outros alimentos como leite (caseína alfa e beta, casomorfina, butirophilina do  leite) e café (que é um “reactor-cruzado” muito comum).

  • Alfa-caseína
  • Beta-caseína
  • Casomorfina
  • Butirophilina do leite
  • Leite de vaca
  • Queijo americano
  • Chocolate
  • Café
  • Todos os cereais
  • Quinoa
  • Amaranto
  •  Trigo
  • Tapioca
  • Arroz
  • Batata
  • Milho
  • Sésamo

Óleos industriais de cereais e sementes: artificiais e impróprios para consumo humano

Os óleos industriais de sementes (milho, algodão, soja, cártamo, girassol, etc) nunca formaram parte da dieta humana, até há relativamente pouco tempo, quando os grupos equivocados como a AHA e a ADA os começaram a promover como sendo alternativas a gordura saturada “saudáveis para o coração”.

O gráfico abaixo demonstra a forma dramática com que o consumo de óleo de sementes tem aumentado ao longo das últimas décadas:

Evolução do consumo de óleos vegetais ao longo de várias décadas

Ao longo dos 4-5 milhões de anos de evolução dos hominídeos, as dietas eram abundantes em frutos do mar e outras fontes de ácidos gordos omega-3 de cadeia longa (EPA e DHA), mas relativamente baixam em óleos ómega-6 de sementes.

A pesquisa antropológica sugere que nossos ancestrais caçadores-coletores consumiam ómega-6 e ómega-3 numa proporção de aproximadamente 1:1. Também indica que tanto os caçadores-recolectores mais antigos como os mais recentes, estavam livres das doenças inflamatórias modernas, como as doenças cardíacas, cancro e diabetes, que são as principais causas de morte e morbilidade dos dias de hoje.

No início da revolução industrial (há cerca de 140 anos atrás), houve uma mudança acentuada na relação de n-6 para ácidos gordos n-3 na dieta. O consumo de gorduras n-6 aumentou em detrimento das gorduras n-3. Esta mudança deveu-se tanto ao advento da moderna indústria de óleos vegetais, como ao aumento do uso de cereais como alimento para animais domésticos (que por sua vez, alterou o perfil de ácidos gordos da carne que os humanos consumiam).

A tabela a seguir lista o conteúdo de ômega-6 e ômega-3 de diversos alimentos e óleos vegetais:

Conteúdo de ómega 6 e ómega 3 de diversos óleos

O consumo de óleos vegetais aumentou de forma dramática entre o início e o final do século 20, e isso teve um efeito completamente previsível sobre a proporção de ómega-6 para ómega-3 na dieta americana. Entre 1935 e 1939, a proporção de n-6 para ácidos gordos n-3 foi relatada como sendo de 8.4:1.

De 1935 a 1985, essa proporção aumentou para 10.3:1 (um aumento de 23%). Outros cálculos colocar o rácio tão elevado como 12.4:1 em 1985. Hoje, as estimativas variam de uma média de 10:1 para 20:1, com uma proporção de até 25:1 em alguns indivíduos.

Na verdade, os americanos agora obtêm quase 20% das suas calorias a partir de uma única fonte alimentar – óleo de soja – com quase 9% das calorias totais a serem provenientes apenas do ácido linoléico omega-6! (PDF)

Isso revela que a ingestão média de ácidos gordos n-6 está entre 10 a 25 vezes mais elevada do que as normas evolutivas. As consequências dessa mudança dramática não pode ser subestimada.

Então, quais são as consequências para a saúde humana de um rácio de n-6: para n-3 que é até 25 vezes mais elevado do que deveria ser?

A resposta curta é que a ingestão elevada de n-6 está associada a um aumento de todas as doenças inflamatórias  – ou seja, praticamente todas as doenças. A lista inclui (mas não está limitada a):

  • Doença cardiovascular
  • Diabetes tipo 2
  • Obesidade
  • Síndrome metabólica
  • Síndrome do cólon irritável e doença inflamatória intestinal
  • Degeneração macular
  • Artrite reumatóide
  • Asma
  • Cancro
  • Distúrbios psiquiátricos
  • Doenças auto-imunológicas

A relação entre a ingestão de gorduras n-6 e a mortalidade cardiovascular é particularmente notável. O gráfico a seguir, retirado a partir de um artigo intitulado Eicosanóides e Cardiopatia Isquémica http://wholehealthsource.blogspot.com/2009/05/eicosanoids-and-ischemic-heart-disease.html por Stephan Guyenet, ilustra claramente a correlação entre o consumo crescente de n-6 e o aumento da mortalidade por doença cardíaca:

Gráfico de Landis HUFA e mortalidade

Como pode ver, os EUA estão mesmo em cima no topo com o maior consumo de gorduras n-6 e o maior risco de morte por doença cardíaca.

Por outro lado, vários estudos clínicos têm demonstrado que a diminuição do rácio n-6: para n-3 protege contra doenças crónicas degenerativas. Um estudo demonstrou que a substituição do óleo de milho por azeite de e óleo de canola para chegar a um rácio n-6: n-3 de 4:1 levou a uma diminuição de 70% da mortalidade total. Isso não é uma diferença pequena.

Joseph Hibbeln, um investigador do “National Institute of Health” (NIH), que tem publicado vários artigos sobre a ingestão de n-3 e n-6, não mediu palavras quando comentou sobre o consumo crescente de n-6 num artigo recente:

O aumento do consumo mundial de ácido linoléico (AL) ao longo do século passado pode ser considerado como uma experiência descontrolada em grande escala, que pode ter contribuído para o aumento dos encargos sociais, da agressividade, depressão e mortalidade cardiovascular.

E essas são apenas as condições que temos a mais forte evidência para tal. É provável que o aumento no consumo de n-6 esteja a desempenhar um papel igualmente importante no aumento da prevalência de quase todas as doenças inflamatórias. Uma vez que é agora conhecido que a inflamação está envolvida em quase todas as doenças, incluindo obesidade e síndrome metabólica, é difícil calcular os efeitos negativos do consumo excessivo de gordura ômega-6.

Açúcar: a forma mais doce de destruir a sua saúde

Há cerca de 20 anos atrás, Nancy Appleton, Ph.D., começou a pesquisar todas as formas em que o açúcar destrói a nossa saúde. Ao longo dos anos, a lista tem aumentado continuamente, e inclui agora 141 pontos. Aqui está apenas uma pequena amostra (a lista completa pode ser encontrada no blog dela).

  • O açúcar alimenta as células cancerígenas e foi relacionado com o desenvolvimento do cancro da mama, ovário, próstata, recto, pâncreas, pulmão, vesícula e estômago.
  • O açúcar pode aumentar os níveis de glicose em jejum e pode causar hipoglicemia reactiva.
  • O açúcar pode provocar muitos problemas do trato gastrointestinal, incluindo a gastrite, indigestão, má absorção em pacientes com doença intestinal funcional, aumento do risco de doença de Crohn e a colite ulcerativa.
  • O açúcar pode interferir na absorção de proteína.
  • O açúcar pode provocar alergias alimentares.
  • O açúcar contribui para a obesidade.

Mas nem todo o açúcar é criado da mesma forma. O açúcar branco (sacarose) é composto por dois tipos de açúcar: a glicose e a frutose. A glicose é um nutriente importante para os nossos corpos e é saudável, desde que seja consumida com moderação. A frutose é uma história diferente.

A frutose é encontrada principalmente em frutas, legumes, e adoçantes como o açúcar e o xarope de milho rico em frutose (HFCS). Um relatório do USDA recente descobriu que o americano médio ingere cerca de 70 kgs de açúcar por ano, incluindo quase 30 Kgs de HFCS.

Ao contrário da glicose, que é rapidamente absorvida pela corrente sanguínea e absorvida pelas células, a frutose é desviada directamente para o fígado onde é convertida em gordura. O excesso de consumo de frutose causa uma condição chamada de doença hepática não alcoólica (NAFLD), que está directamente ligada à diabetes e obesidade.

Um estudo de 2009 mostrou que a mudança de ingestão de 25% de calorias a partir da glicose para frutose provocou um aumento de 4 vezes na gordura abdominal. A gordura abdominal é um previsor independente da sensibilidade à insulina, intolerância à glicose, pressão arterial alta, colesterol alto, triglicerídeos elevados e várias outras doenças metabólicas.

Numa conversa muito popular no YouTube, o Dr. Robert H. Lustig, explica que a frutose tem todas as qualidades de um veneno. Ela causa danos, não fornece nenhum benefício e é enviada directamente para o fígado para ser metabolizada de forma a que não prejudique o organismo.

Para mais informações sobre os efeitos tóxicos de frutose, consulte “The Perfect Health Diet” e veja a discussão de Robert Lustig no YouTube: “Sugar, The Bitter Truth” (Açúcar, a amarga verdade).

Soja: uma outra toxina promovida como alimento saudável

Tal como os cereais, a soja é outra toxina, muitas vezes promovida como sendo um alimento saudável. É agora omnipresente na dieta moderna, presente em quase todos os alimentos embalados e processados na forma de proteína isolada de soja, farinha de soja, lecitina de soja e óleo de soja.

Por esta razão, a maioria das pessoas desconhece a quantidade de soja que consomem. Você não tem que ser um hippie que adora tofu, para ingerir um monte de soja. Na verdade, o americano médio – que definitivamente não é do tipo hippie adorador de tofu – recebe até 9% do total de calorias apenas a partir do óleo de soja.

Sempre que menciono os perigos da soja nas minhas palestras públicas, há sempre alguém que protesta e argumenta que a soja não pode ser problemática porque tem sido consumida com segurança na Ásia durante centenas de anos. Existem vários motivos pelos quais este argumento não é válido.

Em primeiro lugar, os produtos de soja consumidos tradicionalmente na Ásia eram tipicamente fermentados e não processados – incluindo o “tempeh miso, natto e tamari”. Isto é importante porque o processo de fermentação neutraliza parcialmente as toxinas presentes na soja.

Em segundo lugar, os asiáticos consumiam os alimentos de soja como um condimento, não como um substituto para alimentos de origem animal. A média de consumo de alimentos de soja na China é de 10 gramas (cerca de 2 colheres de chá) por dia e é de 30 a 60 gramas no Japão. Estas não são grandes quantidades de soja.

Compare isso com os EUA e outros países ocidentais, onde quase toda a soja consumida é altamente processada e não fermentada, e é consumida em quantidades muito maiores do que na Ásia.

Qual é o impacto da soja na nossa saúde? A lista abaixo é apenas uma lista parcial:

  •  A soja contém inibidores de tripsina, que inibe a digestão de proteínas e afecta a função pancreática;
  • A soja contém ácido fítico, que reduz a absorção de minerais como cálcio, magnésio, ferro, cobre e zinco;
  • A soja aumenta a nossas necessidades de vitamina D, da qual 50% dos americanos já são deficientes;
  • Os fitoestrogénios da soja interrompem a função endócrina e têm o potencial de causar infertilidade e de promover cancro da mama em mulheres adultas.
  • Os análogos da vitamina B12 da soja não são absorvidos e na verdade aumentam ainda mais as necessidades de B12;
  • O processamento de proteína de soja provoca a formação da toxina Lisinoalanina e altamente cancerígenas nitrosaminas;
  • O ácido glutámico livre ou MSG, um potente neurotóxico, é formado durante o processamento de alimentos de soja e os montantes adicionais são adicionados a muitos alimentos de soja para disfarçarem o seu sabor desagradável, e,
  • A soja pode estimular o crescimento de tumores dependentes do estrogénio e causar problemas de tiróide, especialmente em mulheres.

Talvez o mais preocupante, um estudo da “Harvard School of Public Health”, realizado em 2008, descobriu que homens que consumiram o equivalente a uma chávena de leite de soja por dia apresentavam uma contagem de esperma de 50% inferior aos dos homens que não comiam soja.

Em 1992, o Serviço de Saúde Suíço estimou que as mulheres que consomem o equivalente a dois copos de leite de soja por dia, obtêm o equivalente estrogénico a uma pílula. Isso significa que mulheres que comem cereais com leite de soja e bebem um leite de soja todos os dias, estão efectivamente a receber o mesmo efeito do estrogénio, tal como se estivessem a tomar uma pílula anticoncepcional.

Este efeito é ainda mais dramático nos bebés alimentados com fórmulas de soja. Os bebés alimentados com fórmula à base de soja têm 13.000 a 22.000 vezes mais compostos de estrogénio no sangue do que bebés alimentados com fórmula à base de leite. Bebés alimentados exclusivamente com fórmula de soja, recebem o equivalente estrogénico (baseada no peso corporal) de, pelo menos, cinco pílulas anticoncepcionais por dia.

Clique aqui para obter uma lista completa de estudos que demonstram os efeitos nocivos dos produtos de soja.

Recomendamos vivamente que leia os restantes artigos desta série…

Prática de musculação baseada em evidência científica. Siga-nos através das redes sociais.

Comentários fechados.