70% dos europeus sofrem de baixos níveis de vitamina D

70% dos europeus sofrem de baixos níveis de vitamina DUm grupo de especialistas elaborou um relatório sobre a suplementação de vitamina D em mulheres na menopausa após ter sido revelado que os europeus sofreram uma diminuição alarmante dos seus níveis dessa vitamina.

Na sua opinião, o ideal seria manter os níveis sanguíneos acima dos 30 ng/ml. A vitamina D é essencial para o sistema imunológico e diversos processos metabólicos tais como a absorção de cálcio.

Nutrição e gravidez

Faustino R. Pérez-López, investigador da Universidade de Zaragoza, afirmou:

Acreditamos que muitas doenças podem ser agravadas por uma deficiência crónica de vitamina D”, afirma. Isto é especialmente mau durante a menopausa, na medida em que baixos níveis de vitamina D no sangue estão associados a um aumento do risco de osteoporose, a uma perda de coordenação motora e a fracturas ósseas.

A deficiência de vitamina D é um problema real na Europa, já que 50% a 70% da população possuem níveis sanguíneos baixos desta vitamina.

Pérez-López afirma:

 Os profissionais de saúde devem estar cientes que este é um problema comum que afecta uma grande parte da população na Europa, mesmo aqueles que vivem em lugares ensolarados.

Entretanto, um grupo de peritos europeus da sociedade da Menopausa e da Andropausa (EMAS), liderada por Pérez-López, preparou um relatório sobre a suplementação de vitamina D e a saúde das mulheres pós-menopáusicas. O texto foi assinado por 11 especialistas de instituições internacionais, como o Hospital John Radcliffe, de Oxford.

Como Pérez-López explica:

Analisamos as condições e doenças que estão associadas com a deficiência de vitamina D e recomendamos a ingestão de suplementos em mulheres na pós-menopausa.

Melhorias na saúde óssea

De acordo com estes especialistas, os suplementos de vitamina D melhoram a densidade mineral dos ossos, a função neuromuscular e reduzem o risco de fractura.

Pérez-López acredita que:

A Organização Mundial de Saúde ou outros órgãos pertencentes à União Europeia deve estabelecer os requisitos mínimos ou recomendações sobre a fortificação dos alimentos com vitamina D.

Existem recomendações deste tipo em alguns países europeus, mas noutros, não existem regulamentações ou não estritamente observadas. Não há sequer um consenso entre a comunidade médica sobre as vantagens dos suplementos. Pérez-López insiste, porém, que “eles são eficazes, mas sua eficácia ainda não foi aceite.”

Uns poucos minutos de exposição solar por dia, podem fazer maravilhas pela sua saúde.

O pesquisador ressalta que:

Não se sabe o que vai acontecer no futuro, mas nós fazemos as nossas recomendações a partir da EMAS. Esta é a primeira declaração sobre o assunto na Europa, dirigida para mulheres na menopausa.

Para além de estimular a absorção de fósforo e cálcio, o sistema da vitamina D tem inúmeras funções. Os níveis baixos de vitamina D estão associados ao raquitismo, osteomalácia, osteoporose e ao aumento do risco de fractura óssea, doença cardiovascular, diabetes, cancro, infecções e doenças degenerativas.

Os autores do artigo publicado no jornal “Maturitas”, afirmam:

Verificamos que, em mulheres saudáveis ​​na pós-menopausa, um bom nível de vitamina D está associado à boa forma física e tem um efeito sobre a massa de gordura corporal, bem como sobre a força muscular e equilíbrio.

Um raio de sol

Os pesquisadores descrevem como…

 Um estilo de vida saudável deve incluir a exposição ao sol por 15 minutos, três a quatro vezes por semana, quando o tempo permite uma vez que 90% da vitamina D é sintetizada na pele ter contacto com a luz solar.

A vitamina D é sintetizada através de exposição à luz solar. Portanto, um estilo de vida moderno que envolve pouca ou nenhuma exposição ao sol e poucas actividades ao ar livre, provoca deficiências.

Como tudo, temos que encontrar um equilíbrio. Pérez-López acrescenta que:

A exposição solar prolongada não é recomendada, pois aumenta o risco de diferentes tipos de cancro, juntamente com o envelhecimento da pele.

Substitutos à luz solar

Para os especialistas o ideal seria para manter os níveis no sangue acima de 30 ng/ml, mas ainda não há acordo em relação aos níveis óptimos.

No entanto, um grande número de mulheres é incapaz de obter a quantidade necessária de vitamina D através de dieta e exposição ao sol. Como forma de compensar essa deficiência, é recomendada a ingestão diária de 600 UI (unidades internacionais) de vitamina D para mulheres de até 70 anos de idade e 800 UI/dia para mulheres acima dos 70 anos.

O investigador explica que:

Os pacientes com factores de risco associados à hipovitaminose (obesidade, pele pigmentada, síndromes de má absorção intestinal e viver em regiões próximas aos pólos Norte e Sul) devem aumentar a sua ingestão para até 4.000 UI por dia.

Existem provas científicas de que uma dose diária de 4.000 UI/dia não é venenosa em pessoas saudáveis.

A vitamina D

  • A vitamina D inclui uma série de compostos lipofílicos hormonais que regulam o metabolismo do cálcio, influenciando o funcionamento dos rins, do trato digestivo, do esqueleto e das glândulas paratireóides. Os suplementos de vitamina D podem ser tomados em forma de vitamina D2 (ergocalciferol) ou D3 (colecalciferol).
  • Os animais vertebrados sintetizam a vitamina D3 na pele através da exposição à luz solar, enquanto uma pequena quantidade é obtida através de alimentos como peixes gordos, ovos e leite. Se ingerida ou sintetizada através da pele, a vitamina D passa por duas transformações. A primeira ocorre no fígado e dá origem ao calcidiol. A segunda ocorre nos rins e noutras células e forma o calcitriol – a hormona activa.
  • Esta hormona estimula a absorção de cálcio e fósforo e regula a transcrição de genes diferentes. Também está envolvida na síntese de insulina, na contracção do coração, regula o sistema imunológico, tem efeitos anti-bacterianos e controla a proliferação celular e mecanismos da apoptose.

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