6 motivos para evitar os óleos vegetais

Óleos vegetaisMuitas pessoas acreditam que os óleos vegetais fazem bem à saúde e talvez isso se deva ao fato de incluírem a palavra “vegetais” neles.

Quer dizer… os vegetais são bons para a saúde, certo? Portanto os óleos vegetais também devem ser…

Até as organizações de saúde mais reconhecidas recomendam o seu consumo porque, de acordo com elas, as gorduras insaturadas são muito mais saudáveis do que as gorduras saturadas.

No entanto, muitos estudos demonstraram que esses óleos podem provocar danos sérios para a saúde. A composição desses ácidos gordos é diferente de tudo a que o ser humano esteve exposto ao longo da evolução (1).

Isso está a conduzir a mudanças fisiológicas nos nossos corpos e a contribuir para o surgimento e agravamento de várias doenças.

Existem 6 razões para os óleos vegetais serem considerados tóxicos.

Os óleos vegetais são muito pouco naturais em grandes quantidades

Neste artigo estarei a referir-me aos óleos de sementes processados como o óleo de soja, óleo de girassol, óleo de milho, óleo de canola, óleo de semente de algodão, óleo de cártamo e mais alguns outros.

Mesmo apesar de não serem realmente vegetais, esses óleos são normalmente chamados de “óleos vegetais”.

Esses óleos contem grandes quantidades de um tipo de gorduras biologicamente ativas. Trata-se dos ácidos gordos polinsaturados ômega-6, que se tornam prejudiciais para a saúde quando consumidos em excesso.

Isto não se aplica aos óleos produzidos a partir de plantas/árvores, tal como o azeite, abacate, óleo de palma ou o óleo de coco, que são muito bons para a saúde.

O ser humano tem vindo a evoluir ao longo de muito tempo, mas os alimentos processados procedentes da indústria alimentar são algo completamente novo e diferente. Foi apenas à cerca de 100 anos que começamos a produzir e a consumir“óleos vegetais”.

Entre os anos 1909 e 1999, o consumo de óleo de soja aumentou mais de mil vezes e agora fornece cerca de 7% das calorias da dieta comum dos EUA (2).

Veja a vídeo abaixo para ver como é produzido o óleo de canola comercial:

Este método de processamento é realmente agressivo e envolve a aplicação de pressões elevadas, aquecimento e a aplicação de vários químicos industriais e solventes altamente tóxicos. Os restantes tipos de óleo vegetal são processados da mesma forma.

Muitas pessoas são da opinião que este tipo de óleos vegetais, sujeitos a este tipo de processamento, não são adequados para consumo humano.

Se escolher marcas de óleos vegetais que tenham sido prensados a frio (extrai-se uma quantidade mais reduzida e portanto é mais caro), então o método de processamento irá ser menos agressivo, mas ainda irá continuar a ter o problema do excesso de ômega-6.

Os óleos vegetais alteram a composição de ácidos gordos das células

óleo vegetalSó existem dois tipos de ácidos gordos que são considerados “essenciais” – porque o corpo não é capaz de os produzir. Esses são os ácidos gordos ômega-3 e ômega-6.

É absolutamente essencial que o corpo humano obtenha esses ácidos gordos a partir da dieta, mas tem que os obter num certo equilíbrio.

Enquanto os seres humanos evoluíram, o nosso rácio ômega 6 para ômega 3 poderá ter sido um valor entre 4:1 a 1:2. Nos dias de hoje, esse rácio é de cerca de 16:1, com grandes variações entre os indivíduos (3).

Esses ácidos gordos não são apenas estruturas moleculares inertes ou combustível para as mitocôndrias das células, eles servem funções vitais relacionadas com processos conhecidos por afetarem vários sistemas como o sistema imunológico (4).

Quando o equilíbrio entre os ácidos gordos ômega-6 e ômega-3 começa a alterar-se, as coisas podem começar a correr mal.

Existe outro problema relacionado com a insaturação desses ácidos gordos. As gorduras polinsaturadas têm duas ou mais ligações, enquanto as gorduras monoinsaturadas têm uma e as gorduras saturadas não têm ligações duplas.

Quanto mais ligações duplas um ácido gordo tiver, mais reativo este irá ser. As gorduras polinsaturadas têm tendência a reagir com o oxigênio, que pode provocar reações em cadeia, danificar outras estruturas e talvez até mesmo estruturas como o ADN (56).

Esses ácidos gordos tendem a situar-se nas membranas das células, aumentando assim a quantidade de reações oxidativas em cadeia.

Como pode ver no gráfico abaixo, as nossas reservas de ácido linoeico (o ácido gordo ômega 6 mais comum) aumentou 3 vezes nos últimos 50 anos.

acido linoleico na gordura corporal
Fonte: Stephan Guyenet

É isso mesmo. O consumo excessivo de óleos vegetais conduz a mudanças estruturais dentro das nossas reservas de gordura e nas nossas membranas celulares.

Os óleos vegetais contribuem para a inflamação

óleos vegetaisOs ácidos gordos ômega-3 e ômega-6 são usados para produzir substâncias chamadas eicosanoides no corpo. Os eicosanoides são ácidos gordos modificados que se localizam nas membranas das células.

Aí, eles desempenham um papel crucial em funções celulares com a comunicação celular, imunidade e inflamação.

Se já alguma vez tomou aspirina ou ibuprofeno e notou alívio da dor de cabeça ou algum tipo de dor, isso acontece porque essas drogas inibem a ação dos eicosanoides e reduzem a inflamação.

Embora a inflamação aguda seja algo positivo e ajude o corpo a curar-se das lesões (tal como quando sofre uma ferida), a inflamação crónica, sistêmica em todo o corpo, é algo muito mau.

Em termos gerais, o eicosanoides produzidos a partir dos ácidos gordos ômega-6 são pró-inflamatórios, enquanto aqueles produzidos a partir dos ômega-3 são anti-inflamatórios (7).

Esses ácidos gordos diferentes competem um com o outro. Quanto mais ômega-6 tiver, de mais ômega-3 irá necessitar. Quando menos ômega-6 tiver, de menos ômega-3 irá necessitar (8).

Ter quantidades elevadas de ômega-6 e baixas de ômega-3 é uma receita para um desastre, mas é isso que acontece com as pessoas que seguem uma dieta do tipo ocidental.

Em termos simplistas, uma dieta rica em ômega-6, mas pobre em ômega-3 contribui para a inflamação. Uma dieta que tenha quantidades equilibradas de ômega-6 e de ômega-3, reduz a inflamação (9).

Acredita-se agora que o aumenta da inflamação pode contribuir para o agravamento de doenças sérias, incluindo problemas cardiovasculares, artrite, depressão e até mesmo cancro.

Os óleos vegetais estão carregados de gorduras trans

gorduras transAs gorduras trans são gorduras insaturadas que são modificadas de forma a permanecerem sólidas à temperatura ambiente.

Este tipo de gorduras são altamente tóxicas e estão associadas a um aumento do risco de várias doenças, tais como doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e obesidade (101112).

Aliás, são tão más que até os próprios governos de vários países começaram a reagir, estabelecendo leis que obrigam os produtores de alimentos a eliminar ou a reduzir o conteúdo de gorduras trans dos seus alimentos.

No entanto, o fato (pouco conhecido) é que os óleos vegetais contêm quantidades massivas de gorduras trans.

Num estudo que analisou a composição dos óleos de soja e de canola à venda nas estantes dos supermercados dos EUA, os investigadores descobriram que cerca de 0.56% a 4.2% dos ácidos gordos presentes neles eram gorduras trans tóxicas (13).

No caso de querer reduzir a sua exposição às gorduras trans, então não basta evitar consumir fontes de gordura trans como os biscoitos e outros alimentos processados, também terá que evitar os óleos vegetais.

Os óleos vegetais podem aumentar de forma dramática o seu risco de doença cardiovascular

doenças cardiovascularesAs doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Embora no passado as gorduras saturadas tenham sido consideradas as principais culpadas, novos estudos provam que são inofensivas para o coração (14).

Agora as atenções tem vindo a focar-se cada vez mais nos óleos vegetais. Vários estudos randomizados controlados examinaram os efeitos que os óleos vegetais têm nas doenças cardiovasculares (1516).

3 estudos encontraram um aumento drástico do risco (171819), enquanto 4 não notaram qualquer efeito notório.  Se der uma vista de olhos aos estudos observacionais, irá encontrar uma correlação muito forte (20212223).

Apenas um estudo verificou um efeito protetor, mas esse estudo teve um número de falhas (24).

O gráfico que pode ver mais abaixo foi retirado de um estudo em que o conteúdo Omega-6 de sangue foi comparado com o risco de morte por doença cardiovascular (25).

mortalidade e omega 6No topo à direita do gráfico, irá encontrar os EUA, que têm o maior consumo de ômega-6 e também com o maior risco de morte por doenças cardiovasculares.

Mesmo apesar deste estudo só mostrar uma correlação, este faz todo o sentido, uma vez que se sabe que a inflamação contribui para agravar essas doenças.

Gostaria de apontar que existem alguns estudos que indicam que as gorduras polinsaturadas aumentam o risco de doença cardiovascular. Mas o problema é que esses estudos não fazem a distinção entre os ômega-3 e os ômega 6, o que é absolutamente crucial.

Quando os estudos fazem essa distinção, verificam que os Omega-6 aumentam o risco, enquanto os ômega 3 têm um efeito protetor (26).

O consumo de óleo vegetal está associado a várias outras doenças

óleo vegetalUma vez que as gorduras polinsaturadas estão estreitamente envolvidas no funcionamento do organismo ao nível molecular, faz sentido que também possam afetar outras doenças.

Muitas dessas associações ainda não estão bem estudadas em seres humanos, mas já foram realizados estudos observacionais realizados em animais e seres humanos que associam os óleos vegetais a outras doenças sérias:

  • Num estudo, o aumento do conteúdo de ômega-3 no leite materno foi associado à asma e eczema em crianças (27).
  • Vários estudos realizados em animais e seres humanos associaram o aumento da ingestão de ômega  6 ao cancro (2829).
  • Um estudo verificou a existência de uma correlação forte entre o consumo de óleo vegetal e o número de homicídios (30).
  • Verificou-se que o rácio de ômega 6 para ômega 3 no sangue está fortemente associado com o risco de depressão severa (31).

Conclusão

Isto é apenas a ponta do iceberg. O consumo de óleos vegetais, e portanto a inflamação, está associada a um grande número de doenças sérias.

Se deseja manter-se saudável, sentir-se bem e reduzir o seu risco de vir a sofrer de doenças sérias, então deveria evitar os óleos vegetais como se a sua vida dependesse disso, porque realmente depende.

Deixe uma resposta