24 razões porque o guia dietético de 2010 está errado

24 razões porque o guia dietético de 2010 está errado acerca do colesterol, gordura saturada e carboidratos:

  • Em 1937, os bioquímicos David Rittenberg & Rudolph Schoenheimer da Universidade de Columbia nos E.U.A., demonstraram que a ingestão de colesterol tem pouca ou nenhuma influência nos níveis de colesterol no sangue. Este facto científico nunca foi refutado. Então porque motivo é que o guia dietético de 2010 limita a ingestão de colesterol dietético para menos de 300 mg por dia – ou 200 mg se você for diabético?
  • O colesterol dietético é bastante mal absorvido, 50 por cento no máximo (Mary Enig, PhD; Michael I. Gurr, PhD, bioquímica de lípidos). De acordo com esses bioquímicos dos lípidos, quanto mais colesterol você ingere, menos colesterol absorve. Dado que os nossos organismos têm de sintetizar entre 1200 a 1800 mg de colesterol por dia, porque motivo existe um limite dietético?
  • “O colesterol presente nos alimentos não afecta o nível de colesterol no sangue e nós já sabemos disso há muito tempo.” Estas são palavras do professor Ancel Keys, membro da Associação Americana do Coração e pai da infeliz dieta low fat, que, no seu retiro, namorou a ideia de que o colesterol dietético eleva os níveis no sangue. O seu namoro tem sido aplaudido com silêncio.
  • Todos os guias dietéticos federais publicados desde 1980 discutem o colesterol como sendo algo a temer. Dado que o colesterol é encontrado em cada célula dos nossos organismos e é o precursor de todas as hormonas adrenais e sexuais, porque é que em vez disso, o guia dietético de 2010 não discute a natureza essencial do colesterol.
  • O colesterol é apenas uma molécula. Não existe isso do “bom colesterol” ou “mau colesterol”. Essas descrições foram criadas para vender estatinas, drogas que reduzem o colesterol. No que diz respeito ao “mau”, o LDL não é mau e o LDL não é colesterol. O LDL é uma lipoproteína que transporta colesterol para as 70 triliões de células dos nossos organismos. (O único colesterol mau é o oxidado, e os níveis sanguíneos elevados de açúcar e de triglicerídeos oxidam o LDL.)
  • O colesterol, gordura, e nutrientes solúveis em gordura são transportados para as nossas células por lipoproteínas, tais como o LDL. Para além disso, também existem subfrações de lipoproteína (tais como as LDL; subclasse A e subclasse B). Entender as subfrações de lipotroteínas é muito mais importante na prevenção e reversão das doenças cardíacas do que medir o seu colesterol total (TC). Peça ao seu médico para analisar as suas subfrações de LDL e pare de se preocupar com os seus níveis totais de colesterol.
  • A afirmação “a gordura saturada eleva o colesterol do sangue” é uma generalização falsa e enganadora. Existem muitos tipos diferentes de gordura saturada e muitos motivos pelo qual o colesterol sobe e desce. A ingestão de gordura saturada não está relacionada com os níveis de colesterol no sangue.
  • A gordura dos alimentos é sempre uma combinação de gordura saturada e não saturada. Como exemplo, a manteiga contém 12 tipos diferentes de ácidos gordos, incluindo 8 tipos diferentes de gordura saturada ( e 8 diferentes tipos de comprimentos de cadeia). Como exemplo, o ácido steárico saturado não eleva o nível de colesterol do sangue e, de facto, promove o aumento dos níveis de HDL, uma lipoproteína associada com a protecção das doenças cardíacas. (Michael I. Gurr, lipid biochemist; Dr. Eric Rimm, Harvard University, member, 2010 DGAC).
  • O colesterol está presente em todas as células do organismo e é um precursor da vitamina D (que é na verdade, uma hormona) e das nossas hormonas do stress. O stress tem o potencial de elevar a tensão arterial de forma temporária. Quando o stress termina, o colesterol irá sair do sangue e regressar ao fígado e tecidos. Flutuações frequentes do colesterol do sangue devido ao medo, stress, estado do tempo, actividade e idade, representam um funcionamento normal do organismo.
  • Recomendar que os americanos ingiram uma variedade de gorduras saudáveis, é mais positivo em termos nutricionais do que rotular as gorduras como “boa ou má” dependendo do seu grau se saturação. Para além disso, “saturado” significa estável; nada mais. A gordura saturada é uma gordura estável e representa aproximadamente 50 por cento da gordura encontrada nas membranas das nossas células.
  • Durante o primeiro encontro do comité de aconselhamento do guia dietético de 2010. O Dr. Eric Rimm de Harvard afirmou estar preocupado com o “limite artificial de gordura” do guia dietético. Mencionou que “existe alguma preocupação” acerca do excesso de carboidratos elevarem os triglicerídeos porque o rácio de TG para HDL está a emergir como sendo um dos factores de risco mais fidedignos para a previsão de doenças cardíacas.
  • Qualquer coisa que promova o HDL (tal como uma dieta de gordura natural) diminuiu a pressão dos triglicerídeos – gordura do sangue produzida no fígado a partir do excesso de carboidratos. Os níveis elevados de triglicerídeos estão associados com um aumento do risco de doenças cardíacas. Gorduras saturadas como o ácido steárico são saudáveis para o coração, na medida em que diminuem o rácio de TG para o HDL.
  • O guia dietético de 2010 deveria afirmar: Ingerir bife – especialmente alimentado a pasto – e gozar de algum chocolate preto – da floresta tropical – providencia ácido esteárico saturado e ácido oleico monoinsaturado – gorduras que o protegem das doenças cardíacas.
  • A principal causa das doenças crónicas como a diabetes e doenças cardiovasculares é o excesso de açúcar nas nossas dietas, especialmente açúcar refinado, xarope de frutose de milho, e os carboidratos facilmente digeríveis encontrados nos cereais e produtos derivados de cereais.
  • A maioria dos cereais embalados de pequeno-almoço eleva o açúcar sanguíneo de forma rápida; possuem um elevado índica glicémico. Não existe nenhum aviso acerca dos alimentos que aumentam o nível de açúcar de forma rápida nas propostas do guia dietético de 2010. Dado que o nível de açúcar no sangue tem uma margem saudável muito pequena (e o colesterol do sangue tem uma margem normal bastante larga), porque motivo é que o açúcar no sangue não é mencionado no guia dietético de 2010.
  • Apenas os carboidratos elevam os níveis de açúcar e de insulina do sangue. Então, porque motivo é que o guia dietético de 2010 não tem isso em conta?
  • Por peso, todos os cereais de pequeno-almoço para crianças são compostos por 30 a 50 por cento de açúcar. Se a DGAC está preocupada com a redução da incidência de doenças crónicas na America, não existe uma justificação científica para avisar os pais e os americanos acerca dos alimentos hiperglicémicos, que elevam os níveis de açúcar no sangue de forma exagerada, especialmente os que são especialmente dirigidos às crianças?
  • Os carboidratos especialmente prejudiciais – sacarose e xarope de frutose de milho (HFCS) – não são sequer mencionados no guia dietético de 2010 proposto. A Dra. Joanne Slavin defendeu o uso de HFCS afirmando que “uma caloria é uma calorias.” Ela faz parte do comité dos carboidratos e o seu testemunho (primeiro encontro) sugere que ela não está preocupada com o excesso de açúcar e do xarope de frutose de milho na dieta dos americanos. Ela trabalha para a Universidade do Minnesota, e essa universidade recebe um suporte financeiro substancial da “Cargill” (e General Mills). Será que a sua recomendação para a não exclusão do xarope de frutose de milho não representa um sério conflito de interesses?
  • A Síndrome Metabólica – Hiper-insulinísmo, ganho de peso, tensão arterial elevada – estão associados às dietas altas em carboidratos. Estima-se que 25% ou mais de nós, são sensíveis aos carboidratos, mesmo em relação aos muito venerados cereais integrais. Porque motivo não foi a síndrome metabólica especificamente discutida no guia dietético de 2010 (Dr. Gereald Reaven, Stanford University Medical School, autor do livro Syndrome X).
  • As dietas ricas em carboidratos, estão associadas a níveis elevados de triglicerídeos (TG), que por sua vez estão associados com níveis reduzidos de HDL. Os níveis baixos de HDL são um factor de risco potencial para o desenvolvimento da diabetes e das doenças cardiovasculares. Um estudo realizado em Hervard verificou que as pessoas com os níveis mais elevados de TG e os mais baixos de HDL (o quarto mais baixo).
  • Os carboidratos potenciadores do nível de açúcar no sangue, têm um efeito directo e imediato no açúcar do sangue e nível de insulina e, nas palavras do escritor cientifico Gary Taubes, “desregula todo o funcionamento harmónico do corpo humano.”
  • A explicação simples pela qual os americanos engordaram é: hiper-insulinísmo. A insulina é a hormona do armazenamento de gordura. Quando os níveis de insulina estão elevados – seja de forma crónica ou após uma refeição – nós produzimos e armazenamos gordura, que depois fica guardada no tecido adiposo. Quando a gordura é armazenada, em combinação com níveis de insulina elevados no organismo, deixa de estar disponível para os triliões de células do organismo. O resultado disso é a fome. Através da estimulação dos níveis de insulina, os carboidratos provocam-nos fome e tornam-nos gordos. Os níveis elevados de insulina – em resposta ao excesso de carboidratos da dieta – são a raiz da causa do aumento de peso e obesidade e de todas as doenças crónicas associadas aos níveis elevados de açúcar no sangue e níveis de insulina.
  • O excesso de carboidratos – especialmente de açúcar refinado, HFCS, e derivados de cereais, conduz à obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares – o que conduz a um lento e sufocante problema cardíaco e a uma morte prematura.
  • Os problemas cardíacos são o problema de saúde que implica maiores gastos económicos. A incidência dos problemas cardiovasculares duplicou desde 1990. De acordo com o CDC em Atlanta, 1 em cada 3 crianças nascidas hoje irá tornar-se diabética. De acordo com a Associação Americana do Coração, oitenta por cento (80%) dos diabéticos morrem de problemas cardíacos. Os americanos precisam de alívio. Está na altura de eliminar a confusão acerca da gordura e colesterol. Até que ponto as coisas terão de piorar até que os guias dietéticos dos E.U.A. sejam revistos a favor de uma dieta rica em alimentos não processados, mais rica em gordura e com restrição de carboidratos?

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