Tudo sobre a vitamina E

Tudo sobre a vitamina EVitamina E – Benéfica ou prejudicial para a sua saúde? Têm sido realizados numerosos estudos que apontam para os dois lados da vitamina E.

Por um lado, foi descoberto que a vitamina E tem uma forte influência na saúde através da protecção contra os prejudiciais radicais livres – porque é um antioxidante muito eficiente para muitas gorduras.

Por outro lado, também se descobriu que pode aumentar, em vez de diminuir, o processo oxidativo e acelerar o desenvolvimento de doenças cardíacas e cancro, se for fumador e ingerir uma dieta alta em gorduras polinsaturadas.

De acordo com um estudo, a vitamina E pode promover doenças cardíacas através do “stress redutivo” (reductive stress). O stress redutivo, é uma condição causada por níveis excessivos de glutationa redutiva (reductive glutathione (GSH), que é um dos antioxidantes mais poderosos do nosso organismo.

Quando as suas células funcionam da forma correcta, elas produzem a quantidade certa de glutationa redutiva necessária, o que é benéfico para o seu corpo. No entanto, em certos indivíduos, uma mutação genética pode desregular esse delicado equilíbrio, fazendo com que as células a produzam em demasia.

Para além disso, a vitamina E não deve ser administrada a crianças com certos tipos de lesões cerebrais, tal como as que sofrem de alguns tipos de autismo. Nestes casos, a acumulação de cadeias longas de gordura, requerem a oxidação para a sua remoção, o que é evitado pela vitamina E, piorando assim a doença.

Por outro lado, um conhecido estudo (NEJM), descobriu que a vitamina E pode reduzir o seu risco de desenvolver doenças cardíacas em mais de 80%.

Outro estudo publicado na revista “Life Extension”, chegou á mesma conclusão, afirmando que a Vitamina E reduz os níveis elevados de proteína potenciadoras da inflamação, proteína reactiva-C (CRP) e IL-6, que são potenciais factores contributivos para a doença cardíaca. (Níveis elevados da CRP e IL-6 no plasma sanguíneo, estão habitualmente elevados em pacientes com doença cardíaca, indicando um maior risco de ataque cardíaco).

E outros estudos têm mostrado que a vitamina E:

  • Pode baixar o risco de desenvolver asma e alergias.
  • Pode ajudar a tratar a dor menstrual.
  • Melhora a circulação sanguínea em diabéticos.
  • Ajuda a prevenir o cancro da próstata e mama.
  • Torna mais lento o declínio cognitivo.
  • Pode ajudar nas vagas de calor (hot flashes).

Portanto, como pode ver, existem muitas provas para ambos os lados do argumento. A vitamina E pode baixar o risco de doença em algumas pessoas, e aumentar o risco em outras.

Mas qual será a causa para esta discrepância?

A vitamina E não é toda igual

Desde a sua descoberta em 1922, tem havido muita discussão acerca da melhor forma de vitamina E existente. A maioria das pessoas não sabe que o termo “Vitamina E”, refere-se na verdade a uma família de pelo menos oito compostos anti-oxidantes solúveis em gordura, dividido em dois grupos de moléculas: tocopherols (que são considerados a “verdadeira” vitamina E) e os tocotrienols.

Cada uma de ambas as famílias tocopherol e tocotrienol contêm 4 diferentes formas:

  • Alpha-
  • Beta-
  • Gamma-
  • Delta-

Cada um destes subgrupos possui os seus efeitos biológicos únicos.

Idealmente, a vitamina E deveria ser consumida na sua extensão familiar de vários tocoferóis e tocotrienols, (também referido como vitamina E de espectro completo) para obter os máximos benefícios.

E ai está o maior problema: A vitamina E que se refere e vendida na maioria das lojas, é a forma sintética da vitamina, que realmente não deveria ser usada se pretende obter algum dos seus benefícios para a saúde.

Pode verificar o que está a comprar se ler o rótulo com cuidado

  • A vitamina E natural está sempre representado como tendo a forma “d-“ (d-alpha-tocopherol, d-beta-tocopherol, etc.)
  • A vitamina E sintética está representada pelas formas “dl-“

Quando a vitamina E é estabilizada através da adição do ácido succínico ou acético, a designação química muda de tocopherol para tocopheryl (tal como no d-alpha-tocopheryl succinate, por exemplo).

O organismo consegue distinguir facilmente entre a vitamina sintética e a natural, e muitos estudos têm comprovado que a vitamina E natural é cerca de duas ou três vezes mais bioactiva do que a mesma quantidade de vitamina E sintética.

E isso leva-nos à melhor fonte de vitaminas naturais…

Os alimentos, e não os suplementos, são a melhor fonte de vitamina E

Os radicais livres são um subproduto da respiração: antioxidantes tais como a vitamina E eliminam o excesso, e deixam o resto dos radicais para desempenharem as suas outras funções, que incluem a transformação do ar e alimento em energia química, e auxiliar na resposta imunológica no ataque a invasores estranhos e bactérias.

Este delicado equilíbrio pode ser facilmente desviado para ou demasiado ou muito pouco: Eliminar, ou reduzir de forma dramática os radicais livres pode na verdade causar mais problemas do que os que resolve.

A equação “ Goldilocks”, significa que você precisa apenas da quantidade certa para obter uma saúde óptima – nem muito, nem pouco, é essa a resposta aqui.

E o seu corpo pode fazer um trabalho fenomenal de auto-regulação a muitos desses níveis, se lhe fornecer alimentos integrais, saudáveis e limitar de forma dramática a sua ingestão de alimentos processados, que estão saturados de químicos artificiais.

O Tocopherol e os seus subgrupos, encontram-se em certos frutos secos e vegetais folhosos. As fontes de tocotrienols incluem o óleo de palma, farelo de arroz e óleo de gérmen de trigo. No entanto, muitas pessoas não obtêm a vitamina E suficiente a partir da dieta, devido às más escolhas dos alimentos.

Por isso, sim, a vitamina E é um antioxidante maravilhoso com poderosos benefícios para a saúde, mas tem de se assegurar que a está a obter a partir das fontes certas – a partir dos alimentos que ingere. Uma dieta rica em vegetais e nozes, irá, normalmente, fornecer-lhe os nutrientes necessários para se manter em equilíbrio oxidativo.

Recorde-se sempre, que as nozes e vegetais folhosos não só são ricos em vitamina E, como contêm também centenas de outros químicos naturais que criam um efeito de sinergia, onde o benefício total é muito maior que a soma das suas partes.

 

 
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