Os benefícios do óleo de peixe

Os benefícios do óleo de peixeO óleo de peixe já não é uma novidade no mundo da medicina alternativa. De facto está entre nos há tanto tempo que até as empresas farmacêuticas começaram a produzir medicamentos baseados no ómega-3.

Mas isso não significa que o DHA e EPA, Os ácidos gordos presentes em maior em maior quantidade no óleo de peixe, são desinteressantes ou satisfeitos com a sua reputação actual. Há muito mais acerca do ácidos gordos Os Omega-3 que ainda ficou por dizer. (1)

Óleo de peixe e o Cancro

Um novo estudo publicado no “Journal of Urology” revela que níveis reduzidos de ácidos gordos ómega 6 (comummente encontrados nos óleos vegetais) e concentrações elevadas de ácidos gordos ómega-3 podem reduzir o crescimento das células cancerígenas da próstata.

Isto foi determinado através de uma intervenção na alimentação de uma experiencia que envolveu 18 homens com cancro da próstata, experiencia essa conduzida no “Los Angeles Administration Department of Surgery”.

A adição do DHA (docosahexaenoic acid) à quimioterapia convencional aumentou de forma significativa os resultados do tratamento de 25 mulheres com um cancro da mama de “progressão rápida”.

Os autores do estudo concluíram que o DHA parece conseguir isso tornando os tumores mais sensíveis ao efeito da quimioterapia. Outra descoberta positiva foi a de que o óleo de peixe não causa qualquer efeito adverso adicional.

Um novo estudo Alemão determinou que 1,5 gramas/dia de “fosfolípidos marinhos” consistindo DHA e EPA pode promover um efeito de estabilização do peso em pacientes com cancro em estado avançado.

O termo “fosfolipidos marinhos” refere-se ao óleo de peixe que é encapsulado numa espécie de transportador tipo lecitina ou acompanhante (um “liposoma”) que permite uma melhor absorção e retenção no organismo. O óleo de krill é um exemplo de um fosfolipido rico em DHA e EPA, que existe de forma natural.

Óleo de peixe e o peso corporal

Uma apresentação na edição de Novembro de 2009 da “Obesity Reviews”, chegou á conclusão de que os “ácidos gordos polinsaturados ómega-3, EPA (eicosapentaenoic acid) e DHA (docosahexaenoic acid), podem proteger contra o desenvolvimento da obesidade em animais” e “reduzir a percentagem de massa adiposa em humanos”.

Este grupo de investigadores australianos sugere que esses efeitos podem ocorrer devido á supressão do apetite, destruição das células adiposas (apoptose das células adiposas) e mudanças genéticas no tecido adiposo que podem desencorajar a “deposição de gordura”.

Um estudo recente publicado no “British Journal of Nutrition” examinou os níveis de ácidos gordos ómega-3 de 124 adultos com pesos variáveis – 21 voluntários saudáveis, 63 obesos, 2 40 com excesso de peso.

Notou-se que os participantes obesos possuíam níveis significativamente mais baixos de ómega-3 no seu organismo. Os autores também afirmaram que, níveis altos de ómega-3 estavam associados a um índice de massa corporal mais saudável, circunferência abdominal e pescoço. Na conclusão do estudo afirmam que:

As nossas descobertas sugerem que o n-3 PUFA pode ter um papel importante na composição corporal e obesidade abdominal.

A combinação de óleo de peixe e azeite pode aumentar o potencial de “queima de gordura” (oxidação da gordura) do exercício. Esses efeitos foram notados numa experiência controlada que envolveu 16 homens sedentários mas saudáveis que se envolveram num programa de dieta e exercício.

Óleo de peixe e a Inflamação

Foram seleccionados de forma aleatória 38 cães com Osteoatrite, aos quais foi administrada uma das 2 dietas: a) uma ração alimentar para cães comercial ou b) ração alimentar para cão enriquecida com 3,5% de óleo de peixe durante 90 dias.

Foram notados vários benefícios nos cães que receberam a ração com ómega-3: um aumento na “força de salto vertical” adaptação ao peso e um declínio dos níveis de cansaço.

Uma outra experiência publicada no “Journal of the amercian Veterinary Medical Association” testou o efeito da ração de cão com níveis altos de óleo de peixe (ácidos gordos ómega-3) e baixa em ácidos gordos ómega-6 num grande grupo de cães artríticos (127 no total).

Metade dos canídeos receberam uma ração para cães convencional e os restantes receberam a ração experimental durante 6 meses.

As mudanças sintomáticas foram visíveis pelos donos, através de análises sanguíneas e exames médicos. Foi notória uma redução dos níveis de ómega-3 no plasma sanguíneo e uma redução dos ácidos gordos ómega-6.

Os donos dos cães que receberam afirmaram que estes mostravam mais sinais de “robustez física”, tais como a posição de descanso e de jogar, e melhorias na capacidade de caminhar.

Novas provas que apareceram na revista “Biochemical Pharmacology” de Fevereiro de 2010, afirmam que uma combinação de “curcumin” um extracto da planta “turmeric”, e óleo de peixe podem ser um uma combinação anti-inflamatória potente e sinergista.

Mesmo doses muito baixas de “curcumin” e DHA/EPA foram capazes de suprimir uma variedade de marcadores inflamatórios em testes laboratoriais. Houve também sinais de actividade antioxidante, provavelmente devido á inclusão do “curcumin”.

Ambas as substâncias são bem conhecidas pelas suas propriedades anti-inflamatórias. O que há de novo aqui é a possibilidade de um efeito adicional quando ambas a substâncias são tomadas em conjunto.

Óleo de peixe e a asma

Numerosos estudos comprovam o facto de que o óleo de peixe pode ser usado como uma terapia natural para ajudar os pacientes com asma.

Mas uma nova pesquisa adiciona outra prova de que se pode usar os ácidos gordos nessa condição – através da adição de um ácido gordo ómega-6 raro e único, conhecido por GLA (Gamma-linoleic acid).  A pesquisa envolveu 21 adultos asmáticos que, ingeriram uma “emulsão alimentar medicinal” contendo DHA (óleo de peixe) e GLA ou uma “emulsão placebo” durante 4 semanas.

Todos os voluntários continuaram a tomar a sua medicação normal e foram sujeitos a uma variedade de testes antes e depois do estudo. Os pacientes que ingeriram a emulsão de DHA+GLA, toleraram-na bem e não exibiram problemas de segurança.

Os que utilizaram os ácidos gordos medicinais, mostraram melhorias na qualidade de vida e demonstraram mudanças positivas no “controlo da asma, tal como evidenciado na redução dos sintomas asmáticos”.

Óleo de peixe e a saúde ocular

Combinar diferentes tipos de ácidos gordos, é uma prática comum entre as empresas produtoras de suplementos alimentares. Agora parece que esta prática pode ser mais do que apenas uma questão de conveniência ou marketing sofisticado. Tal como no caso da asma, sabe-se há já bastante tempo, que o consumo de óleo de peixe proporciona benefícios á saúde ocular.

De facto, um estudo populacional recente que teve a duração de 12 anos, demonstrou que os indivíduos que consumiram a maior quantidade de ómega-3`s tinham uma probabilidade aproximadamente 30% menor de virem a desenvolver problemas visuais comuns tal como a degeneração macular relacionada com a idade (AMD).

Agora, 2 estudos recentes desenvolvidos em animais podem oferecer um novo método de potenciar os benefícios do óleo de peixe no que diz respeito á protecção ocular. Numa experiencia, descobriram que, adicionando GLA ao óleo de peixe, pode-se reduzir de forma mais eficiente a pressão intra-ocular do que utilizando apenas GLA ou óleo de peixe por separado.

Esta combinação de ácidos gordos resultou na preservação da “estrutura celular da retina” num grupo de ratos com glaucoma. A adição de GLA ao óleo de peixe, mostrou um aumento da quantidade de óleo de peixe (DHA) que é capaz de chegar á retina, num outro estudo francês de Maio de 2009. Esse pode muito bem ser o principal mecanismo através do qual o GLA juntamente com o DHA mantém a saúde ocular.

Óleo de peixe e a saúde cardiovascular

A maioria das notícias que irá ler acerca do óleo de peixe ou ácidos gordos ómega-3, serão provavelmente relacionadas com as doenças cardiovasculares. Mas o DHA e EPA podem fazer muito mais do que apenas promover a saúde cardiovascular.

Não me entenda da forma errada, isso só por si é já um papel muito importante que o óleo de peixe tem na medicina moderna.

No entanto, seria uma pena negligenciar os outros atributos menos conhecidos deste excelente alimento/suplemento derivado da lula! Os extractos de lula são desejáveis porque são um subproduto da produção de calamares.

As lulas existem em grande quantidade na natureza. Possuem um ciclo de vida curto e podem ser apanhadas de forma pouco agressiva, sem afectar de forma negativa o ambiente marinho. E talvez o melhor de tudo seja que, contém naturalmente quantidades elevadas de DHA. Por isso, na próxima vez que for comprar óleo de peixe, não fique muito surpreendido se e encontrar algumas embalagens de óleo de lula.

Resumindo os benefícios do óleo de peixe

Saúde cardiovascular – As pesquisas mostram que o consumo regular de ácidos gordos ómega-3 EPA e DHA podem reduzir o risco de doença cardiovascular. E como tal, a Associação Americana do Coração recomenda a ingestão diária de 1000 mg por dia dos ácidos gordos essenciais EPA e DHA para a promoção da saúde cardiovascular.

Saúde Neurológica/Cérebro – O facto de os ácidos gordos EPA e DHA ajudarem a promover uma função cognitiva e saúde neurológica saudáveis, foi já comprovado em múltiplos estudos. Para além disso, está comprovado que os ácidos gordos ómega-3 promovem um estado emocional equilibrado, positivo e estável.

Articulações/Sistema Imunológico – Os ácidos gordos ómega-3, especialmente o EPA, promove a saúde articular no organismo. Devido ao seu impacto nos lípidos das membranas celulares, também promovem e fortalecem o equilíbrio, saúde e capacidade de resposta do sistema imunitário.

Saúde Ocular – Esta comprovado que os ómega 3 EPA e DHA promovem a saúde e manutenção da macula e retina do olho. Para além disso promove a saúde e lubrificação normal das estruturas oculares já referidas.

Controle de peso – As pesquisas indicam que, quando utilizado em combinação com um regime alimentar saudável e um programa de exercício, os ácidos gordos ómega-3 potenciam a capacidade do organismo utilizar as suas reservas de gordura e promover uma melhoria do índice de massa corporal.

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