Megadose de glutamina não produz resultados

Megadose de glutamina não produz resultadosA glutamina [fórmula estrutural visível abaixo], irá sem dúvida alguma, permanecer nas prateleiras das lojas de suplementos desportivos durante os próximos anos.

Se o estudo que os cientistas de desporto da Universidade de Saskatchewan, no Canadá não consegue mudar isso, nada conseguirá.

Eles já tinham comprovado em 2001 que a glutamina não funciona.

glutamina

A glutamina não é um aminoácido essencial. É um aminoácido que o corpo pode formar a partir de outros aminoácidos. Metade dos aminoácidos livres no corpo consistem em glutamina.

Se olharmos para as investigações fundamentais que têm sido realizadas acerca do papel que a glutamina desempenha no esforço físico, não é surpreendente que os fabricantes de suplementos tenham lançado a glutamina no mercado.

Se o seu sangue se torna ácido, o seu corpo produz uma substância alcalina a partir da glutamina de forma a neutralizar o nível excessivo de ácido no sangue.

Se o seu organismo não possui a glutamina suficiente disponível naquele momento, ele estimula as glândulas adrenais para produzirem mais cortisol, o que força os músculos a liberar glutamina.

Para além disso, a glutamina converte-se facilmente em glicose. Muitos tipos de células preferem usar a glutamina como fonte de energia.

Em meados de 1990 um pesquisador americano descobriu também que a ingestão de apenas 2 g de glutamina aumenta a concentração da Hormona de Crescimento por um factor de 5. Neste estudo, nove indivíduos do teste ingeriram  glutamina após tomarem um pequeno almoço leve. A glutamina foi dissolvido num copo de Coca-Cola.

Tabela 1

Tudo isto seria o suficiente para acreditarmos na suplementação de glutamina. Se você der a atletas glutamina extra, eles produzirão menos cortisol durante os treinos exaustivos, as suas células musculares transformam menos aminoácidos em glicose e sintetizem mais hormona de crescimento. Demonstrar que os atletas obtêm mais progressos quando tomam suplementos de glutamina parecia ser apenas uma mera formalidade.

Mas, e porque temos que passar pelas as formalidades, os cientistas canadenses realizaram um experiencia em 2001, que envolveu 31 atletas de força masculino e feminino com idades entre os 18 e 24.

Metade dos participantes recebeu 0,9 g  de glutamina por kg de massa corporal magra todos os dias durante seis semanas. Isso foi equivalente a cerca de 45 g de glutamina por dia – a maior dose que pode ingerir sem que isso se torne tóxico.

Os voluntários repartiram a ingestão da glutamina em duas alturas diferentes: uma apenas após o treino e um pouco antes de ir dormir.

Nos dias em que não treinaram, os indivíduos foram autorizados a tomar a dose na altura do dia que quisessem, mas a dose noturna foi ingerida no mesmo horário, tal como nos dias de treino.

A outra metade dos participantes recebeu um placebo. E o grupo do placebo, pelo ao final do experiência  obteve exactamente a mesma progressão que o grupo da glutamina.

Tabela 2

Tabela 3

Uma teoria popular é que todo o tipo de outras células para além das células musculares, como intestinos, cérebro e células do sistema imunológico absorvem toda a glutamina antes que ela possa exercer um efeito ergogénico.

Referência!

 

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